quarta-feira, agosto 13

?

When you fall in love, what do you hear?

I hear echos of your words
I hear the bumpings of my heart
I hear the sweet birds (and see them on the street)
I hear the memories of my mother
I hear the lullabies of my grandma

I hear your wispers
I hear nothing, but you

sexta-feira, agosto 1

mais chatas

As reuniões mais chatas
são as mais inspiradoras

sempre saio
cansada

com a pauta fechada
e recheada

de poemitos (antonitos)
pelas bordas!

outro antonito

A sweet boy
brought me paper
small pieces
short sheets
all clipped
on a booklet
a notepad!

I did not resist
I got it right
and jot words that sounded me fine

Now the note is mine
and his eyes are bright,
More than ever.

Petit Note

Ganhei um bloquinho.
Com desenhos aquarelo pequeninos, petits, e inscritos em francês. (aulas me esperam, oui!)

Mal me deparei com novas folhinhas, sem pauta, mas tão convidativas e eis que surgem poemitos. Resolvi que eles, podem, sim, aparecer aqui no blog, here and there, once in a while.

Vou dar nome para essas notitas.
Para facilitar, vocês saberão que se tratam deles, dos instantâneos pensamentos recolhidos no segredo, no furto, no meu petit bloquinho quando vierem com a marca: antonitos.

Uma homenagem ao amigo querido que me trouxe le petit souvenier

It's not your fault.
It's neither my fault.

When love gives birth
There's never a
why



terça-feira, julho 15

recado ao menino sem jeito

Naquela nuvem, naquela,
mando-te meu pensamento:
que Deus se ocupe do vento.

Os sonhos foram sonhados,
e o padecimento aceito.
E onde estás, menino sem jeito?

Imensos jardins da insônia,
de um olhar de despedida
deram flor por toda a vida.

Ai de mim que sobrevivo
sem o coração no peito.
E onde estás, menino sem jeito?

Longe, longe, atrás do oceano
que nos meus olhos se aleita,
entre pálpebras de areia

Longe, longe... Deus te guarde
sobre o seu lado direito,
como eu te guardava do outro,
noite e dia, menino sem jeito.

(colagem por cima do poema de Cecilia Meireles)

segunda-feira, julho 14

peripécias desimportantes

De que lado vou sair?
Na Paulista. O importante é você saltar na Consolação, guarda isto, eu te encontro lá.

Sem muitos atrasos, corro ao shopping vizinho e para não perder tempo, compro o relógio de parede de presente (adoro relógios de parede!): vai ficar legal no novo apartamento dela...

E saio contente pela cidade cinza, num breve respiro de alívio. Ao saltar na Consolação, percebo: ah, mas tem duas saídas que dão para a Paulista. Nada de desencontro, a amiga está lá, do outro lado da rua, com o sorriso habitual.

Apagam-se as saudades, e por algumas horas, todos os meses de distância se evaporam. Lembra de ontem, quando conversamos em Brasília? E São Paulo vira apenas uma testemunha desse virar a página.

Uma longa (curtida e inesperadamente) longa caminhada nos levou até a FAAP. E lá, depois de papo ao ar e comprinhas nas lojas de rua, Marrocos, o útimo dia da exposição, nos aguardava.

(Mas antes tivemos de nos sentir pobres e bregas ao lado de tantas meninas-tô-quase-na-primeira-fileira-da-Fashion-Week. Nada que minha bolsa semi-fashion tirada do armário de fantasias não pudesse remediar)

Viagem pela viagem dos sonhos, e a vontade de tomar o chá de menta em copo transparente só nos fez compartilhar mais da amizade, que existe há 8 anos.

Neste dia de sol em São Paulo (um gde feito para essa cidade, diga-se de passagem), o passeio foi mero pretexto ao papo. Falamos sobre coisas da vida, da humanidade, do amor e da política e até de como encarar (ou não) os primeiros fios brancos da cabeça. Então, falamos de coisas fúteis também. (ei, vocês já testaram o novo blush líquido da Boticário? Sim, eu escrevi líquido, parece cor de esmalte e o treco de deixa com cara de ressuscitada, mesmo depois de cinco meses de exílio).

O importante não é a pauta, repito-me outra vez, mas a prosa.
E o cansaço da vida, que é descoberta mais real e menos amiga de cada dia, nos descobrimos de novo duas bourjois, quero dizer, duas burguesas desencanadas, que terminam o dia comendo pão de queijo na padaria da esquina, com direito a pingado para acompanhar.

Ah, deveríamos ter um passeio assim, a cada temporada, pelo menos. Para lembrar da vida, e esquecer de tudo.. E terminar o dia com dor-de-cabeça de tanto andarolar. Depois de quase perder o ônibus por causa de uma ligação no celular para a França ou depois de acabar no ponto final e rir de não ter reparado no percurso, que ia no sentido oposto ao desejado, por culpa do Kings of Convenience compartilhado nos ouvidos.

Não poderia ter tido uma despedida melhor de SP, passando pela Paulista, pela Sé, pelo terminal Barra Funda, pela Brigadeiro Luiz Antônio, pelo Pacaembu e pela Av Augusta (não necessariamente nesta mesma ordem, por favor, não esqueçam que eu sou uma perdida).

Obrigada, Laís.
Podemos voltar, para nos perder de novo?

:)



[quem quiser ler, ela também escreveu sobre este dia no blog dela, é só clicar aqui ]

incubadora

Somavam-se umas 72 horas de maratona.
Os dois estavam abatidos. Iam no terceiro carro do metrô das 17h45.

Não havia bancos, nem espaço para segurar. E por dentro, Julia amargava a novidade. Depois da Sé, consegue sentar. Suspira. O marido não vê mais ninguém na frente, só ela. Embora não tenha o que dizer, e bem que não queira, acompanha a dor silenciosa dela, como se a pudesse recolher um pedaço desse mal estar com os olhos.

Julia não queria estar ali. Reflete, se retorce.

Não consegue voltar os olhar ao marido. Perde a vista no pacote, grande, de roupinhas cor de rosa bebê compradas na 25 de março. O sacolejo do metrô embala os pensamentos dela. O aperto de gente atrapalha e segura as lágrimas dela. Burburinho de pés, portas e sacolas invade o deslocamento dela.

Pobre. Como se sente pobre.

Ao desembarcar, ele pega as sacolas dela. E num breve alívio, Julia se permite chorar. Muito. Aproveita as mãos ocupadas do marido e chora longe do abraço dele. Aperta o passo. Sai na sua frente.

Ele entende o recado. Espera e caminha sem a perder de vista.

Não queria sair do hospital, não queria voltar para casa sem o filho. Não quer entrar no quarto dele, perfumado, pronto para a chegada. Não. Por que?

Na entrada da casa, pequena, no alto da rua, Julia pára e observa o carro estacionado. O marido a alcança. Também se desconcerta. Reconhece a placa, sabe que são os pais dela.

Julia olha para trás. Arranca a chave da bolsa. As mãos tremem.

No sofá, espera a mãe. O pai, agora avô, vem trazendo o café. Ela sorri. Não esboça alívio. Mas lembra da cara amassada pelos soluços e sacolejos da viagem. Ajeita o cabelo, espera o abraço da mãe.

Minha filha, Henrique já vem.
A casa dele é aqui.

Ela esquece de se controlar ...
Olhos transbordantes agradecem a mãe. Mas ela só queria o primeiro filho, agora, em seus braços.

sábado, fevereiro 16

A carioca na Paulista


É inusitado para mim --não esperava por isso -- mas aqui me sinto mais carioca que em Brasília. Naturalmente, vem à tona em mim o contraste no modo de ser rio-sãopaulo.
Ando pela Paulista com isto na cabeça.As pessoas passam, passam, passam. Vão rapidinho, ouvido seu MP3. (Eu também, embora ainda não tenha achado a trilha que combinasse com o perpétuo cinza da cidade).

Noto:



  • Pouca gente anda de óculos escuros, principalmente se comparado com Brasília. Todo mundo olha para você quando sai pela rua os seus. Pensei: ah, é que aqui faz mais tempo nublado que sol... Eu não saio de casa sem óculos. Vim de Brasília, né? Ô cidade ensolarada!

  • As mulheres saem de calça. 80% com certeza. Tons escuros, mesmo no calor. Estampas mais sóbrias. As coloridas se destacam, claro. Tem gente de todos os tipos. Eu continuo a fazer questão da saia. Sou carioca, pô.

  • Bancas na calçada! Que saudades de andar e ver bancas de revista a cada vinte passos!

  • O metrô não tem ar condicionado: so-cor-ro!

  • Fico no vácuo toda vez que vou cumprimentar alguém. Aqui só dão um beijinho no rosto mesmo. Eu sempre dei dois. ;/

  • 89,9% da moçada usa ALLSTAR. Sério. Fazia tempo que não via uma loja de artigos esportivos ter uma vitrine dedicada apenas e exclusivamente a vááários "modelos" (todos iguais, só de cores diferentes) do famoso tênis "retrô".




sábado, fevereiro 9

Com Dickens no bolso e The Flying Burrito's Brothers nos ouvidos

Mal pisei na nova casa de São Paulo, mal arrumei o armário e já saí para viajar outra vez. Fui, com outras 20 loucas, para a cidadezinha de Varrrgem, no interior de São Paulo para fazer um trabalho social e voluntário.

No terceiro dia de trabalho, resolvemos ir visitar os moradores do bairro conhecido como Oswaldão. Dá para intuir que o dono do local chamava-se Oswaldo. Bom, este senhor (que não sei mais se existe ou se é lenda) começou a povoar a região (estilo Roriz, para quem sabe quem é) dividindo os lotes entre os seus empregados.

Conta a lenda da cidade que o Sr Oswaldo ia à capital para recolher novos trabalhadores para sua olearia (fábrica que produz tijolos, até hoje a única atividade rentável do bairro, ao redor da qual todos os moradores vivem e sobrevivem). O trato era beeem básico: você faz tijolos para mim e eu te dou o prato de comida do dia. Os moradores de rua, que nada tinham, topavam. E assim foi.
Hoje, o bairro é ainda modesto, sem nenhuma ordem, sem número nas casas, sem água encanada, muito menos esgoto ou asfalto. É um lamão mesmo. E dessa santa lama saem os tijolos que alimentam os que ali moram, alguns há mais de 15, 20 anos!

Para se ter uma idéia, os trabalhadores (homens, mulheres, crianças, opa!) precisam fabricar 16 mil tijolos para ganhar míseros R$ 15. (O trato inicial, se contarmos bem, parece até mais vantajoso...). Cada tijolo precisa ser modelado, depois vai ao sol (que sol? cadê o sol daqui?). Em seguida, quando eles mudam de cor, vão para a fornalha por 5 dias. Daí é que podem ser vendidos...


Mesmo com o tornozelo prejudicado (torci jogando vôlei, claro), não me aguentei e saí para marcar as fotos que meus olhos viam em todos os cantos. Rapidamente as crianças me viram. Foi uma delícia. Henrique, da foto acima pediu para tirar uma foto. Eu consenti e ensinei a ele pelo menos como enquadrar e como deixar a máquina focar direitinho. Ele ouviu tudo pacientemente, com a maior curiosidade do mundo. Eis a foto dele:






Daí o irmão dele (que sai nesta foto, de jaqueta cinza) também quis tirar uma foto. A irmã, Kelly, aproveitou para pedir o que já estava de olho: tia, posso pô seu óculos? Claro! E tem como negar algo para essas crianças de pé no chão de barro? Eis a segunda foto:


Mais fotos e novidades no meu Flirck

domingo, dezembro 23

Máximas do ano

Decidi reunir algumas máximas do ano.
Declarações oficiais ou não que ouvi em 2007, de familiares, amigos, desconhecidos, dos fotógrafos e motoristas do jornal e de tantas outras pessoas...

Vou deixar as frases anônimas para evitar polêmicas! Contribuam!


"Cheiro de neném é o melhor. Quer dizer, melhor que cheiro de neném é cheiro de carro novo."


"Mulher que não dá chilique não é mulher."
"Mas mulher que pede ajuda até para espirrar, ah, eu não agüento não."


"Fernanda, você trabalha em rádio? Então, senta e escreve."


"Quando a boca fala, os órgãos falam.
Quando a boca fala, os órgãos saram."
(dizeres de um cartaz na sala de emergência do Hospital de Base)

quinta-feira, dezembro 6

Dois CDs

Descobri, faz pouco tempo, que acabo por gostar mais fácil do que agrada as pessoas que amo. Vai me chamar de influenciável. Eu diria dócil só para não dar o braço a torcer.

Mas, com isto na cabeça (li vários livros das Brönte por causa da Joana, li C.S. Lewis pela Laís, me apaixonei por Harry Potter e Jane Austen por culpa da Fatinha), resolvi pedir às amigas idéias para novos CDs. Sem que soubessem deste motivo, enviei o seguinte email:

Queridas,

Se tivesse um tornado na casa de vocês (Deus as livre!), e vcs só conseguissem salvar dois CDs, quais seriam??
(Não vale dizer que no Brasil não há tornados ou coisa parecida, pensem, vai, e me escrevam os primeiros que vierem à cabeça, pleeease!!! )

Eis as respostas, compiladas!

Mariana Ceratti
1- Uma maxicoletânea do Stevie Wonder, que comprei nos Estados Unidos
2- Um do pianista cubano Roberto Fonseca, chamado Zamazu


Juliana Borre
Caramba, só dois???
Bem, acho que 1 - Disco V, da Legião Urbana, e 2- À Flor da pele, do Chico Buarque.
Nossa, teria infinitos para citar. Mas... só são dois, não é?


Célia Curto
1- O grande circo místico (Chico e Edu Lobo)
2- Transa (Caetano)


Laís Garcia
1- Beatles
2- Kings of Convenience

Érika Klingl
Essa é fácil!
1- Transa, do Caetano Veloso e
2- um de música gospel do Louis Armstrong com a capa vermelha e ele de terno branco

E vocês, que me sugerem, hein, hein, hein???
(Valendo a mesma regra, DOIS únicos CDs...)

quarta-feira, dezembro 5

Parabéns para você

Agora que as malas já estão abertas, parece que toda brincadeira tem outro tom. Sabendo da minha novidade, Daniel Ferreira deu um jeito de deixar o dia mais engraçado. Coisa boba, nada original (me perdoe, Daniel, mas é o troco hehehe), mas foi assim...

(Veja a foto abaixo. Daniel contou às crianças de 8 e 9 anos do Gama que era meu aniversário. Todas começaram a cantar parabéns na frente da jaula dos urubus).



Fiquei contente ao saber da missão a mim incubida, pois até tinha desejado fazer esta pauta no dia anterior, quando fiquei sabendo que amanhã (quinta) o Zoológico comemora 50 anos !!!

Passamos a manhã toda no Zoológico. Foi um dia legal, para ser exceção que confirma a regra da rotina em Cidades. Passeamos entre lontras, araras, formigas, hipopótamos e elefantes, tão de perto, junto com os tratadores dos animais. Um Show da Vida mesmo!



Para coroar, conheço o Dr Walter, 40 anos de Zôo, todos eles tratando elefantes!
Homem simples, de olhar manso, parece que aprendeu com os bichos a calma, a viver a vida cada dia por vez.


Encantada com a simplicidade (a simplicidade, quando encarnada em uma pessoa, sempre me atrai muitíssimo) do homem, fiz um pedido diferente: Daniel, tira uma foto nossa, vai.

Eu queria me lembrar daquele olhar, daquele homem que disse que trabalhar com os animais o faz estar mais perto de Deus. Que me contou como os elefantes o pegam pela boca, que me explicou que os hipopótamos vivem meio que sonhando e que quando "acordam", atacam. E que me disse que gosta dos elefantes pois são inteligentes, sensíveis (aqueles bichos enormes!!).


Que me confidenciou seu segredo ao lidar com bichos como girafa, onça, leão, hipopótamo, elefante, lobo e zebra: ter todos os dias dois dedos de prosa com cada um, tratar com carinho e não comer carne vermelha.



Eis o homem. Não é um encanto aos 60 anos? E 37 de casamento?


Um homem feliz, que faz seu trabalho com amor: "não quero mesmo sair daqui, sou sortudo de fazer o que gosto".

E ele ri e se despede.



segunda-feira, dezembro 3

Vizinho

Ela acordava todos os dias com um barulho fraco. Dois timbres repetitidos e um batido oco. Era o despertador dele, longe. Sabia que era hora e nem nos dias de preguiça ficava na cama. Semi-inconcientemente, lembrava dele e pulava das cobertas.

Sentava para tomar o café sem trilha sonora. Sua cafeteira preta sempre fez eco da dele. Mas a dela era mais rápida. Ou ela tomava menos café que ele. Se bem que ela não ia para o chuveiro antes do desjejum.

Saía depois que a porta dele batia. Não queria encontrá-lo. Mas ele sabia dessa artimanha. Esperava na escada ou perto do elevador ou na entrada do prédio. Para ela, depois do bom-dia, dizia o que tinha esquecido em casa e que o fez voltar e encontrá-la. Ela se ria. Sabia, sabia, sim, o que ele não tinha dito.

O vizinho de Gabriela era modesto. Mentira, era tímido. De ficar vermelho ao dar bom-dia. Mas não perdia a compostura se queria falar com ela. Tímido, mas não era bobo.

Naquela manhã escura - ela acendeu a luz do teto e não só o abajur, como de costume - ela não se encontrou com ele. Será que pela primeira vez em quatro meses ele lembrou de carregar tudo que precisava? Será que ele comprou mesmo uma bolsa nova que coubesse tudo, como ela cansou de sugerir?

As perguntas foram despencando na cabeça dela, com quase igual velocidade e descontrole como os pingões de chuva que caíam em todo o Rio naquele dia. Mas uma só fez o trovão. Ela se tremeu por não ter dificuldade em responder: ei, por que me importo tanto com este detalhe? ei, por que continuo a pensar nele?

No dia seguinte, nada.
Duas semanas, nada.
Mas Gabriela tinha tudo. Por dentro, tudo lá.

Boba, eu, pensava ela. Como me escapou o coração assim?

E ele volta? Férias? Mudança? Doença? Ela estava cansada de pensar. Cansada de perguntar-se. Se ela, a vizinha que sabia que horas a máquina de café dele funcionava, não respondia, quem saberia dizer?

No décimo-sétimo dia depois daquela chuva, foi dormir sem, outra vez, barulhos. Agora, o que incomodava era não precisar aumentar o volume do som para ouvir a bossa nova dela e não o tristonho ... (como é mesmo o nome do cantor com sotaque de Illinois que ele sempre ouvia? Ela não lembrava) dele.

Toca o telefone: Gabriela, aqui é Maurício. Você não sabe da maior. Saí para uma trilha e deixei a chave do apartamento debaixo do teu tapete. Queria pedir para você regar minhas plantas, de vez em quando, sabe como é... Mas eu esqueci de te avisar.

terça-feira, novembro 27

Doente humanidade


Me pergunto muito se a humanidade presta.
Sim, não se espantem.

Depois de acompanhar tantos crimes por perto, você se pergunta sim, de onde vem tanto mal.

Ainda bem que eu tenho onde achar a resposta.
(Segundo a Lenise, o importante não é decorar, mas saber onde encontrar as respostas...)

Sem mais filosofias superficiais da jornalista que tenta bancar uma de humana, ou sensível, vou ao motivo do post: a correria para pegar o crime desastroso.

Cheguei ao jornal às 17h. Nem sentei na cadeira, nem inseri minha senha do login.

Fernanda vá para chácara Céu Azul (hã??) e descubra tudo que puder deste crime: duas mulheres foram mortas a facadas e outra foi violentada. Tudo pelo mesmo homem.

ui.

Chego na fotografia, para ver quem vai comigo.
Começo a contar a história e rapidamente todos os rostos masculinos estão em mim, prestando atenção no crime que detalho.

Breno levanta e diz eu vou, chefe, pode deixar.
E vamos nós atrás da história horrível. Duas horas depois, já estou de novo diante do computador para escrever as 40 linhas.

Eis acima, a foto do dia, que Breno me tira na frente da delegacia.
Só ele para fazer graça num dia desses... :)

Menos mal, né?

segunda-feira, novembro 26

Vamos trocar?

Ninguém merece acompanhar o Arruda no Governo das Cidades, carinhosamente apelidado por nós, jornalistas, de Inferno nas Cidades. Até uma pauta mais trabalhosa é melhor que ouvir nosso digníssimo governador BERRAR no microfone, falando errado, para anunciar as obras sensacionais que fará em cada cidade satélite.

É de doer!

Mas, neste dia, até que Cadu e eu nos divertimos.
Enquanto ele me ensinava direito como mexer na lente (tele), outro fotógrafo nos tirou essa sequência de fotos (claro que o Cadu fez pose, né?)

(Obrigada, amigo, pela companhia num dia chato!)




sábado, novembro 24

Na rua, nas alturas, com os hidrômetros

Para fazer reportagem sobre os hidrômetros individuais nos prédios do DF (todos os 4,5 mil edifícios que não medem a água gasta por apartamento, terão de trocar os registros até 2010), fomos parar na cobertura deste prédio na 311 Norte.

Chegamos lá, espero pelo síndico, que foi trocar de roupa para sair bem na foto.
Detalhe: Eram 16h e eu ainda estava na rua, sem foto nenhuma da matéria, que ia sair no dia seguinte...

Quando o senhor aparece na cobertura, a máquina do fotógrafo (Iano Andrade) pifa.
Nunca vi isso antes, ele comenta.
E a máquina é das novas que o Correio comprou...
Pela primeira vez, vejo sair um fotógrafo e chegar outro, para fazer um simples personagem.
Ainda bem que era na Asa Norte, pensei.
No meio da confusão, fui adiantando as outras entrevistas, na rua mesmo.

Tava tão nervosa nesse dia (outros fatores do coração também contribuem) que nem me importei em sentar no parapeito e fazer as ligações.

Olhando a foto agora, até me assustei...

Fotos do Adauto Cruz, mais conhecido como Meu Lindo.


De agora para daqui a pouco

Não é exagero meu de carioca.
Mas aqui se vive assim, de agora para daqui a pouco.
Uma prova foi a tentativa de cortar o cabelo. Marquei a primeira vez, numa segunda-feira, para cortar o cabelo na quarta.
Na quarta-feira tive de chegar no jornal mais cedo. Nada de salão.

Depois, passaram-se mais dias corridos. Liguei de novo, sem graça, para marcar outra vez.
Dessa vez, pensei, vou marcar na hora do almoço. E foi o que fiz. Numa quinta, marquei para sexta, no dia seguinte.
E amanhecido o dia, chego na redação e ganho o presente de grego: governo nas cidades. Passei o dia todo na rua. E bem longe do meu salão, que fica na 403 Norte.

Na semana seguinte, não dava mais conta do cabelo enormeee! TINHA de cortar logo. Pensei que ia marcar o corte no mesmo dia. Liguei às 12h pedindo se poderia ser atendida às 12h30. Já viram isso? Muita metidez, não?

Dito e feito, consegui o horário. Saí correndo da redação, antes que alguém me mandasse fazer algo. E nem acreditei quando cheguei sã e salva na 403 Norte. Comentei com a moça que estava com vergonha de ter marcado e desmarcado tantas vezes...

Estou com os cabelos ensaboados, com a cabeleleira a lavá-los, quando o celular no meu colo, claro, começa a tocar !

Atendo. É a minha coordenadora, a Taís.

Fernanda, onde você está?
No salão.
AONDE?
Tô cortando o cabelo.

Olha é que tem uma pauta que precisamos fazer na hora do almoço, pois você tem que entrevistar pessoas na praça de alimentação do Pier 21. Se não for agora, depois não vai ter ninguém lá em plena segunda-feira, entende?

(O argumento era pertinente, afinal.)

E você acha que demora muito?
Eu acho que não, Taís, em 20 minutos tô pronta.

Então, me dê o endereço que eu vou mandar o fotógrafo ir aí para te buscar no carro do jornal.

Em seguida, eu viro para a cabeleleira, que subitamente ficou meio nervosa...

Olha, não se preocupe, viu, eu não sou Fátima Bernardes, então não vou sair daqui desesperada. Tome seu tempo e corte meu cabelo com calma, tá?
Não quero depois ficar com meses de prejuízo, de cabelo estranho por causa de uma pauta que nem sei se vai render, né?

E depois não é mesmo que a pauta caiu?
Só serviu para tomarmos, Kleber Lima (o fotógrafo) e eu, uma casquinha do Mc Donald's no Pier 21...

sábado, novembro 10

Unidos, no plantão

Aqui estamos todos, (gire sentido horário):
Correio Braziliense, Record, CBN, Jornal de Brasília e Band News.
Esperando o Timponi (caso acidente na ponte JK) aparecer...




Depois da foto do homem, a pose com cara de sono (Já passavam das 22h). Aqui, Gustavo Moreno e eu, num raro momento em que o fotógrafo sai na foto.


Fotos do Adauto Cruz

quinta-feira, novembro 8

No cemitério dos animais

[ Para comemorar as 3000 visitas, a Carol Lasneaux, jornalista de Cultura também daqui do Correio fez a gentileza de escrever esta historinha para vocês ]

Cá estou, feliz e contente, trabalhando no feriado de Finados. A chuva devastadora (que derrubou a parede de um apartamento no meu bloco) ainda não tinha começado.

Antes de conferir como estava a situação no cemitério de Taguá, passei no lugar onde as pessoas enterram seus cachorrinhos e gatinhos de estimação. Impressionante! Nunca tive bichinhos em casa, mas imagino que deve rolar um vazio quando eles morrem.

Mas, sinceramente, manifestações exageradas de carinho aos bichanos me assustam! Lá no cemitério animal vi túmulos chiquérrimos, com granito e tudo. Muitos enfeitados com flores artificiais, o que significava que, mesmo sendo 10h de um feriado, muita gente já tinha passado por lá. Tinha até um ossinho dentro de um pote de maionese (!) deixado delicadamente sobre os restos mortais de um au-au.

Lá pelas tantas, encontro uma senhorinha com a neta, empenhadíssimas em deixar o lugar onde jaz Mimo, gatinho que morou com a família por 17 anos, nos trinques para o feriado. Conversa vai, conversa vem, surge a pergunta:

"Depois que Mimo morreu, vocês se interessaram em cuidar de outro bicho?".

Na hora percebi uma risadinha da neta. Imaginei que a resposta não seria muito normal.
"Sim, sim. Temos 15 gatos em casa".
Tá, tudo bem, gato pode até ser fofinho, mas criar 15 em casa?????????

O comentário saiu da minha boca instantaneamente:
"Ah, então vocês devem morar numa casa bem grande, né. Para acomodar a bicharada toda!".

Nesses momentos, não consigo entender a razão de não ter ficado com a boca fechada:
"Não, que nada. Moramos num apartamento mesmo. São poucos quartos, não é grande, mas cabe todo mundo junto!"

Ui!

Na foto, eu com cara de desolada segurando o equipamento do Iano Andrade, enquanto ele fingia que tirava foto do túmulo de algum bichinho.

terça-feira, novembro 6

Eu perguntava pelo holandês

Quem não cantava uma música errado?
Mas essas são de bater recordes...

Em negrito, as letras originais
Abaixo, vem a versão cantada, na mais pura ingenuidade (ou ataque de bobeira)

Por onde for, quero ser seu par (Andança)
"Por onde for, quero ser seu paaaii."

Eu perguntava Do you wanna dance? Eu te abraçava. Do you wanna dance?
"Eu perguntava pelo holandês. Eu te abraçava, tu e o holandês."

E é você que ama o passado e que não vê. (Elis Regina)
"É você que é mal-passado e que não vê".

Entrei de gaiato no navio, oh, entrei, entrei pelo cano. (Paralamas do Sucesso)
"Entrei de caiaque no navio ô, entrei entrei entrei pelo cano."

É como não provar o néctar de um lindo amor/ depois que o coração detecta a mais fina flor. (Skank)
..."É como não provar o néctar de um lindo amor/ depois que o coração defeca a mais fina flor"

É preciso saber viver. (Roberto Carlos/ Titãs)
"É preciso saber me ver."

Eu sinto a falta de você, me sinto só (Vanessa Rangel)
"Eu sinto a falta de você, me sinto um sol."