domingo, dezembro 23
Máximas do ano
Decidi reunir algumas máximas do ano.
Declarações oficiais ou não que ouvi em 2007, de familiares, amigos, desconhecidos, dos fotógrafos e motoristas do jornal e de tantas outras pessoas...
Vou deixar as frases anônimas para evitar polêmicas! Contribuam!
"Cheiro de neném é o melhor. Quer dizer, melhor que cheiro de neném é cheiro de carro novo."
"Mulher que não dá chilique não é mulher."
"Mas mulher que pede ajuda até para espirrar, ah, eu não agüento não."
"Fernanda, você trabalha em rádio? Então, senta e escreve."
"Quando a boca fala, os órgãos falam.
Quando a boca fala, os órgãos saram."
(dizeres de um cartaz na sala de emergência do Hospital de Base)
Declarações oficiais ou não que ouvi em 2007, de familiares, amigos, desconhecidos, dos fotógrafos e motoristas do jornal e de tantas outras pessoas...
Vou deixar as frases anônimas para evitar polêmicas! Contribuam!
"Cheiro de neném é o melhor. Quer dizer, melhor que cheiro de neném é cheiro de carro novo."
"Mulher que não dá chilique não é mulher."
"Mas mulher que pede ajuda até para espirrar, ah, eu não agüento não."
"Fernanda, você trabalha em rádio? Então, senta e escreve."
"Quando a boca fala, os órgãos falam.
Quando a boca fala, os órgãos saram."
(dizeres de um cartaz na sala de emergência do Hospital de Base)
quinta-feira, dezembro 6
Dois CDs
Descobri, faz pouco tempo, que acabo por gostar mais fácil do que agrada as pessoas que amo. Vai me chamar de influenciável. Eu diria dócil só para não dar o braço a torcer.
Mas, com isto na cabeça (li vários livros das Brönte por causa da Joana, li C.S. Lewis pela Laís, me apaixonei por Harry Potter e Jane Austen por culpa da Fatinha), resolvi pedir às amigas idéias para novos CDs. Sem que soubessem deste motivo, enviei o seguinte email:
Queridas,
Se tivesse um tornado na casa de vocês (Deus as livre!), e vcs só conseguissem salvar dois CDs, quais seriam?? (Não vale dizer que no Brasil não há tornados ou coisa parecida, pensem, vai, e me escrevam os primeiros que vierem à cabeça, pleeease!!! )
Eis as respostas, compiladas!
Mariana Ceratti
1- Uma maxicoletânea do Stevie Wonder, que comprei nos Estados Unidos
2- Um do pianista cubano Roberto Fonseca, chamado Zamazu
Juliana Borre
Caramba, só dois???
Bem, acho que 1 - Disco V, da Legião Urbana, e 2- À Flor da pele, do Chico Buarque.
Nossa, teria infinitos para citar. Mas... só são dois, não é?
Célia Curto
1- O grande circo místico (Chico e Edu Lobo)
2- Transa (Caetano)
Laís Garcia
1- Beatles
2- Kings of Convenience
Érika Klingl
Essa é fácil!
1- Transa, do Caetano Veloso e
2- um de música gospel do Louis Armstrong com a capa vermelha e ele de terno branco
E vocês, que me sugerem, hein, hein, hein???
(Valendo a mesma regra, DOIS únicos CDs...)
Mas, com isto na cabeça (li vários livros das Brönte por causa da Joana, li C.S. Lewis pela Laís, me apaixonei por Harry Potter e Jane Austen por culpa da Fatinha), resolvi pedir às amigas idéias para novos CDs. Sem que soubessem deste motivo, enviei o seguinte email:
Queridas,
Se tivesse um tornado na casa de vocês (Deus as livre!), e vcs só conseguissem salvar dois CDs, quais seriam?? (Não vale dizer que no Brasil não há tornados ou coisa parecida, pensem, vai, e me escrevam os primeiros que vierem à cabeça, pleeease!!! )
Eis as respostas, compiladas!
Mariana Ceratti
1- Uma maxicoletânea do Stevie Wonder, que comprei nos Estados Unidos
2- Um do pianista cubano Roberto Fonseca, chamado Zamazu
Juliana Borre
Caramba, só dois???
Bem, acho que 1 - Disco V, da Legião Urbana, e 2- À Flor da pele, do Chico Buarque.
Nossa, teria infinitos para citar. Mas... só são dois, não é?
Célia Curto
1- O grande circo místico (Chico e Edu Lobo)
2- Transa (Caetano)
Laís Garcia
1- Beatles
2- Kings of Convenience
Érika Klingl
Essa é fácil!
1- Transa, do Caetano Veloso e
2- um de música gospel do Louis Armstrong com a capa vermelha e ele de terno branco
E vocês, que me sugerem, hein, hein, hein???
(Valendo a mesma regra, DOIS únicos CDs...)
quarta-feira, dezembro 5
Parabéns para você
Agora que as malas já estão abertas, parece que toda brincadeira tem outro tom. Sabendo da minha novidade, Daniel Ferreira deu um jeito de deixar o dia mais engraçado. Coisa boba, nada original (me perdoe, Daniel, mas é o troco hehehe), mas foi assim...
Para coroar, conheço o Dr Walter, 40 anos de Zôo, todos eles tratando elefantes!
Homem simples, de olhar manso, parece que aprendeu com os bichos a calma, a viver a vida cada dia por vez.
Encantada com a simplicidade (a simplicidade, quando encarnada em uma pessoa, sempre me atrai muitíssimo) do homem, fiz um pedido diferente: Daniel, tira uma foto nossa, vai.
Eu queria me lembrar daquele olhar, daquele homem que disse que trabalhar com os animais o faz estar mais perto de Deus. Que me contou como os elefantes o pegam pela boca, que me explicou que os hipopótamos vivem meio que sonhando e que quando "acordam", atacam. E que me disse que gosta dos elefantes pois são inteligentes, sensíveis (aqueles bichos enormes!!).
Que me confidenciou seu segredo ao lidar com bichos como girafa, onça, leão, hipopótamo, elefante, lobo e zebra: ter todos os dias dois dedos de prosa com cada um, tratar com carinho e não comer carne vermelha.
Um homem feliz, que faz seu trabalho com amor: "não quero mesmo sair daqui, sou sortudo de fazer o que gosto".
E ele ri e se despede.

(Veja a foto abaixo. Daniel contou às crianças de 8 e 9 anos do Gama que era meu aniversário. Todas começaram a cantar parabéns na frente da jaula dos urubus).
Fiquei contente ao saber da missão a mim incubida, pois até tinha desejado fazer esta pauta no dia anterior, quando fiquei sabendo que amanhã (quinta) o Zoológico comemora 50 anos !!!
Passamos a manhã toda no Zoológico. Foi um dia legal, para ser exceção que confirma a regra da rotina em Cidades. Passeamos entre lontras, araras, formigas, hipopótamos e elefantes, tão de perto, junto com os tratadores dos animais. Um Show da Vida mesmo!
Para coroar, conheço o Dr Walter, 40 anos de Zôo, todos eles tratando elefantes!
Homem simples, de olhar manso, parece que aprendeu com os bichos a calma, a viver a vida cada dia por vez.
Encantada com a simplicidade (a simplicidade, quando encarnada em uma pessoa, sempre me atrai muitíssimo) do homem, fiz um pedido diferente: Daniel, tira uma foto nossa, vai.
Eu queria me lembrar daquele olhar, daquele homem que disse que trabalhar com os animais o faz estar mais perto de Deus. Que me contou como os elefantes o pegam pela boca, que me explicou que os hipopótamos vivem meio que sonhando e que quando "acordam", atacam. E que me disse que gosta dos elefantes pois são inteligentes, sensíveis (aqueles bichos enormes!!).
Que me confidenciou seu segredo ao lidar com bichos como girafa, onça, leão, hipopótamo, elefante, lobo e zebra: ter todos os dias dois dedos de prosa com cada um, tratar com carinho e não comer carne vermelha.
Eis o homem. Não é um encanto aos 60 anos? E 37 de casamento?
E ele ri e se despede.
segunda-feira, dezembro 3
Vizinho
Ela acordava todos os dias com um barulho fraco. Dois timbres repetitidos e um batido oco. Era o despertador dele, longe. Sabia que era hora e nem nos dias de preguiça ficava na cama. Semi-inconcientemente, lembrava dele e pulava das cobertas.
Sentava para tomar o café sem trilha sonora. Sua cafeteira preta sempre fez eco da dele. Mas a dela era mais rápida. Ou ela tomava menos café que ele. Se bem que ela não ia para o chuveiro antes do desjejum.
Saía depois que a porta dele batia. Não queria encontrá-lo. Mas ele sabia dessa artimanha. Esperava na escada ou perto do elevador ou na entrada do prédio. Para ela, depois do bom-dia, dizia o que tinha esquecido em casa e que o fez voltar e encontrá-la. Ela se ria. Sabia, sabia, sim, o que ele não tinha dito.
O vizinho de Gabriela era modesto. Mentira, era tímido. De ficar vermelho ao dar bom-dia. Mas não perdia a compostura se queria falar com ela. Tímido, mas não era bobo.
Naquela manhã escura - ela acendeu a luz do teto e não só o abajur, como de costume - ela não se encontrou com ele. Será que pela primeira vez em quatro meses ele lembrou de carregar tudo que precisava? Será que ele comprou mesmo uma bolsa nova que coubesse tudo, como ela cansou de sugerir?
As perguntas foram despencando na cabeça dela, com quase igual velocidade e descontrole como os pingões de chuva que caíam em todo o Rio naquele dia. Mas uma só fez o trovão. Ela se tremeu por não ter dificuldade em responder: ei, por que me importo tanto com este detalhe? ei, por que continuo a pensar nele?
No dia seguinte, nada.
Duas semanas, nada.
Mas Gabriela tinha tudo. Por dentro, tudo lá.
Boba, eu, pensava ela. Como me escapou o coração assim?
E ele volta? Férias? Mudança? Doença? Ela estava cansada de pensar. Cansada de perguntar-se. Se ela, a vizinha que sabia que horas a máquina de café dele funcionava, não respondia, quem saberia dizer?
No décimo-sétimo dia depois daquela chuva, foi dormir sem, outra vez, barulhos. Agora, o que incomodava era não precisar aumentar o volume do som para ouvir a bossa nova dela e não o tristonho ... (como é mesmo o nome do cantor com sotaque de Illinois que ele sempre ouvia? Ela não lembrava) dele.
Toca o telefone: Gabriela, aqui é Maurício. Você não sabe da maior. Saí para uma trilha e deixei a chave do apartamento debaixo do teu tapete. Queria pedir para você regar minhas plantas, de vez em quando, sabe como é... Mas eu esqueci de te avisar.
Sentava para tomar o café sem trilha sonora. Sua cafeteira preta sempre fez eco da dele. Mas a dela era mais rápida. Ou ela tomava menos café que ele. Se bem que ela não ia para o chuveiro antes do desjejum.
Saía depois que a porta dele batia. Não queria encontrá-lo. Mas ele sabia dessa artimanha. Esperava na escada ou perto do elevador ou na entrada do prédio. Para ela, depois do bom-dia, dizia o que tinha esquecido em casa e que o fez voltar e encontrá-la. Ela se ria. Sabia, sabia, sim, o que ele não tinha dito.
O vizinho de Gabriela era modesto. Mentira, era tímido. De ficar vermelho ao dar bom-dia. Mas não perdia a compostura se queria falar com ela. Tímido, mas não era bobo.
Naquela manhã escura - ela acendeu a luz do teto e não só o abajur, como de costume - ela não se encontrou com ele. Será que pela primeira vez em quatro meses ele lembrou de carregar tudo que precisava? Será que ele comprou mesmo uma bolsa nova que coubesse tudo, como ela cansou de sugerir?
As perguntas foram despencando na cabeça dela, com quase igual velocidade e descontrole como os pingões de chuva que caíam em todo o Rio naquele dia. Mas uma só fez o trovão. Ela se tremeu por não ter dificuldade em responder: ei, por que me importo tanto com este detalhe? ei, por que continuo a pensar nele?
No dia seguinte, nada.
Duas semanas, nada.
Mas Gabriela tinha tudo. Por dentro, tudo lá.
Boba, eu, pensava ela. Como me escapou o coração assim?
E ele volta? Férias? Mudança? Doença? Ela estava cansada de pensar. Cansada de perguntar-se. Se ela, a vizinha que sabia que horas a máquina de café dele funcionava, não respondia, quem saberia dizer?
No décimo-sétimo dia depois daquela chuva, foi dormir sem, outra vez, barulhos. Agora, o que incomodava era não precisar aumentar o volume do som para ouvir a bossa nova dela e não o tristonho ... (como é mesmo o nome do cantor com sotaque de Illinois que ele sempre ouvia? Ela não lembrava) dele.
Toca o telefone: Gabriela, aqui é Maurício. Você não sabe da maior. Saí para uma trilha e deixei a chave do apartamento debaixo do teu tapete. Queria pedir para você regar minhas plantas, de vez em quando, sabe como é... Mas eu esqueci de te avisar.
terça-feira, novembro 27
Doente humanidade

Me pergunto muito se a humanidade presta.
Sim, não se espantem.
Depois de acompanhar tantos crimes por perto, você se pergunta sim, de onde vem tanto mal.
Ainda bem que eu tenho onde achar a resposta.
(Segundo a Lenise, o importante não é decorar, mas saber onde encontrar as respostas...)
Sem mais filosofias superficiais da jornalista que tenta bancar uma de humana, ou sensível, vou ao motivo do post: a correria para pegar o crime desastroso.
Cheguei ao jornal às 17h. Nem sentei na cadeira, nem inseri minha senha do login.
Fernanda vá para chácara Céu Azul (hã??) e descubra tudo que puder deste crime: duas mulheres foram mortas a facadas e outra foi violentada. Tudo pelo mesmo homem.
ui.
Chego na fotografia, para ver quem vai comigo.
Começo a contar a história e rapidamente todos os rostos masculinos estão em mim, prestando atenção no crime que detalho.
Breno levanta e diz eu vou, chefe, pode deixar.
E vamos nós atrás da história horrível. Duas horas depois, já estou de novo diante do computador para escrever as 40 linhas.
Eis acima, a foto do dia, que Breno me tira na frente da delegacia.
Só ele para fazer graça num dia desses... :)
Menos mal, né?
segunda-feira, novembro 26
Vamos trocar?
Ninguém merece acompanhar o Arruda no Governo das Cidades, carinhosamente apelidado por nós, jornalistas, de Inferno nas Cidades. Até uma pauta mais trabalhosa é melhor que ouvir nosso digníssimo governador BERRAR no microfone, falando errado, para anunciar as obras sensacionais que fará em cada cidade satélite.
É de doer!
Mas, neste dia, até que Cadu e eu nos divertimos.
Enquanto ele me ensinava direito como mexer na lente (tele), outro fotógrafo nos tirou essa sequência de fotos (claro que o Cadu fez pose, né?)


É de doer!
Mas, neste dia, até que Cadu e eu nos divertimos.
Enquanto ele me ensinava direito como mexer na lente (tele), outro fotógrafo nos tirou essa sequência de fotos (claro que o Cadu fez pose, né?)
(Obrigada, amigo, pela companhia num dia chato!)


sábado, novembro 24
Na rua, nas alturas, com os hidrômetros
Para fazer reportagem sobre os hidrômetros individuais nos prédios do DF (todos os 4,5 mil edifícios que não medem a água gasta por apartamento, terão de trocar os registros até 2010), fomos parar na cobertura deste prédio na 311 Norte.
Chegamos lá, espero pelo síndico, que foi trocar de roupa para sair bem na foto.
Detalhe: Eram 16h e eu ainda estava na rua, sem foto nenhuma da matéria, que ia sair no dia seguinte...
Quando o senhor aparece na cobertura, a máquina do fotógrafo (Iano Andrade) pifa.
Nunca vi isso antes, ele comenta.
E a máquina é das novas que o Correio comprou...
Pela primeira vez, vejo sair um fotógrafo e chegar outro, para fazer um simples personagem.
Ainda bem que era na Asa Norte, pensei.
No meio da confusão, fui adiantando as outras entrevistas, na rua mesmo.
Tava tão nervosa nesse dia (outros fatores do coração também contribuem) que nem me importei em sentar no parapeito e fazer as ligações.
Olhando a foto agora, até me assustei...

Chegamos lá, espero pelo síndico, que foi trocar de roupa para sair bem na foto.
Detalhe: Eram 16h e eu ainda estava na rua, sem foto nenhuma da matéria, que ia sair no dia seguinte...
Quando o senhor aparece na cobertura, a máquina do fotógrafo (Iano Andrade) pifa.
Nunca vi isso antes, ele comenta.
E a máquina é das novas que o Correio comprou...
Pela primeira vez, vejo sair um fotógrafo e chegar outro, para fazer um simples personagem.
Ainda bem que era na Asa Norte, pensei.
No meio da confusão, fui adiantando as outras entrevistas, na rua mesmo.
Tava tão nervosa nesse dia (outros fatores do coração também contribuem) que nem me importei em sentar no parapeito e fazer as ligações.
Olhando a foto agora, até me assustei...
Fotos do Adauto Cruz, mais conhecido como Meu Lindo.

De agora para daqui a pouco
Não é exagero meu de carioca.
Mas aqui se vive assim, de agora para daqui a pouco.
Uma prova foi a tentativa de cortar o cabelo. Marquei a primeira vez, numa segunda-feira, para cortar o cabelo na quarta.
Na quarta-feira tive de chegar no jornal mais cedo. Nada de salão.
Depois, passaram-se mais dias corridos. Liguei de novo, sem graça, para marcar outra vez.
Dessa vez, pensei, vou marcar na hora do almoço. E foi o que fiz. Numa quinta, marquei para sexta, no dia seguinte.
E amanhecido o dia, chego na redação e ganho o presente de grego: governo nas cidades. Passei o dia todo na rua. E bem longe do meu salão, que fica na 403 Norte.
Na semana seguinte, não dava mais conta do cabelo enormeee! TINHA de cortar logo. Pensei que ia marcar o corte no mesmo dia. Liguei às 12h pedindo se poderia ser atendida às 12h30. Já viram isso? Muita metidez, não?
Dito e feito, consegui o horário. Saí correndo da redação, antes que alguém me mandasse fazer algo. E nem acreditei quando cheguei sã e salva na 403 Norte. Comentei com a moça que estava com vergonha de ter marcado e desmarcado tantas vezes...
Estou com os cabelos ensaboados, com a cabeleleira a lavá-los, quando o celular no meu colo, claro, começa a tocar !
Atendo. É a minha coordenadora, a Taís.
Fernanda, onde você está?
No salão.
AONDE?
Tô cortando o cabelo.
Olha é que tem uma pauta que precisamos fazer na hora do almoço, pois você tem que entrevistar pessoas na praça de alimentação do Pier 21. Se não for agora, depois não vai ter ninguém lá em plena segunda-feira, entende?
(O argumento era pertinente, afinal.)
E você acha que demora muito?
Eu acho que não, Taís, em 20 minutos tô pronta.
Então, me dê o endereço que eu vou mandar o fotógrafo ir aí para te buscar no carro do jornal.
Em seguida, eu viro para a cabeleleira, que subitamente ficou meio nervosa...
Olha, não se preocupe, viu, eu não sou Fátima Bernardes, então não vou sair daqui desesperada. Tome seu tempo e corte meu cabelo com calma, tá?
Não quero depois ficar com meses de prejuízo, de cabelo estranho por causa de uma pauta que nem sei se vai render, né?
E depois não é mesmo que a pauta caiu?
Só serviu para tomarmos, Kleber Lima (o fotógrafo) e eu, uma casquinha do Mc Donald's no Pier 21...
Mas aqui se vive assim, de agora para daqui a pouco.
Uma prova foi a tentativa de cortar o cabelo. Marquei a primeira vez, numa segunda-feira, para cortar o cabelo na quarta.
Na quarta-feira tive de chegar no jornal mais cedo. Nada de salão.
Depois, passaram-se mais dias corridos. Liguei de novo, sem graça, para marcar outra vez.
Dessa vez, pensei, vou marcar na hora do almoço. E foi o que fiz. Numa quinta, marquei para sexta, no dia seguinte.
E amanhecido o dia, chego na redação e ganho o presente de grego: governo nas cidades. Passei o dia todo na rua. E bem longe do meu salão, que fica na 403 Norte.
Na semana seguinte, não dava mais conta do cabelo enormeee! TINHA de cortar logo. Pensei que ia marcar o corte no mesmo dia. Liguei às 12h pedindo se poderia ser atendida às 12h30. Já viram isso? Muita metidez, não?
Dito e feito, consegui o horário. Saí correndo da redação, antes que alguém me mandasse fazer algo. E nem acreditei quando cheguei sã e salva na 403 Norte. Comentei com a moça que estava com vergonha de ter marcado e desmarcado tantas vezes...
Estou com os cabelos ensaboados, com a cabeleleira a lavá-los, quando o celular no meu colo, claro, começa a tocar !
Atendo. É a minha coordenadora, a Taís.
Fernanda, onde você está?
No salão.
AONDE?
Tô cortando o cabelo.
Olha é que tem uma pauta que precisamos fazer na hora do almoço, pois você tem que entrevistar pessoas na praça de alimentação do Pier 21. Se não for agora, depois não vai ter ninguém lá em plena segunda-feira, entende?
(O argumento era pertinente, afinal.)
E você acha que demora muito?
Eu acho que não, Taís, em 20 minutos tô pronta.
Então, me dê o endereço que eu vou mandar o fotógrafo ir aí para te buscar no carro do jornal.
Em seguida, eu viro para a cabeleleira, que subitamente ficou meio nervosa...
Olha, não se preocupe, viu, eu não sou Fátima Bernardes, então não vou sair daqui desesperada. Tome seu tempo e corte meu cabelo com calma, tá?
Não quero depois ficar com meses de prejuízo, de cabelo estranho por causa de uma pauta que nem sei se vai render, né?
E depois não é mesmo que a pauta caiu?
Só serviu para tomarmos, Kleber Lima (o fotógrafo) e eu, uma casquinha do Mc Donald's no Pier 21...
sábado, novembro 10
Unidos, no plantão
Aqui estamos todos, (gire sentido horário):
Correio Braziliense, Record, CBN, Jornal de Brasília e Band News.
Esperando o Timponi (caso acidente na ponte JK) aparecer...
Depois da foto do homem, a pose com cara de sono (Já passavam das 22h). Aqui, Gustavo Moreno e eu, num raro momento em que o fotógrafo sai na foto.
Fotos do Adauto Cruz
quinta-feira, novembro 8
No cemitério dos animais
[ Para comemorar as 3000 visitas, a Carol Lasneaux, jornalista de Cultura também daqui do Correio fez a gentileza de escrever esta historinha para vocês ]
Cá estou, feliz e contente, trabalhando no feriado de Finados. A chuva devastadora (que derrubou a parede de um apartamento no meu bloco) ainda não tinha começado.
Antes de conferir como estava a situação no cemitério de Taguá, passei no lugar onde as pessoas enterram seus cachorrinhos e gatinhos de estimação. Impressionante! Nunca tive bichinhos em casa, mas imagino que deve rolar um vazio quando eles morrem.
Mas, sinceramente, manifestações exageradas de carinho aos bichanos me assustam! Lá no cemitério animal vi túmulos chiquérrimos, com granito e tudo. Muitos enfeitados com flores artificiais, o que significava que, mesmo sendo 10h de um feriado, muita gente já tinha passado por lá. Tinha até um ossinho dentro de um pote de maionese (!) deixado delicadamente sobre os restos mortais de um au-au.
Lá pelas tantas, encontro uma senhorinha com a neta, empenhadíssimas em deixar o lugar onde jaz Mimo, gatinho que morou com a família por 17 anos, nos trinques para o feriado. Conversa vai, conversa vem, surge a pergunta:
"Depois que Mimo morreu, vocês se interessaram em cuidar de outro bicho?".
Na hora percebi uma risadinha da neta. Imaginei que a resposta não seria muito normal.
"Sim, sim. Temos 15 gatos em casa".
Tá, tudo bem, gato pode até ser fofinho, mas criar 15 em casa?????????
O comentário saiu da minha boca instantaneamente:
"Ah, então vocês devem morar numa casa bem grande, né. Para acomodar a bicharada toda!".
Nesses momentos, não consigo entender a razão de não ter ficado com a boca fechada:
"Não, que nada. Moramos num apartamento mesmo. São poucos quartos, não é grande, mas cabe todo mundo junto!"
Ui!
Cá estou, feliz e contente, trabalhando no feriado de Finados. A chuva devastadora (que derrubou a parede de um apartamento no meu bloco) ainda não tinha começado.
Antes de conferir como estava a situação no cemitério de Taguá, passei no lugar onde as pessoas enterram seus cachorrinhos e gatinhos de estimação. Impressionante! Nunca tive bichinhos em casa, mas imagino que deve rolar um vazio quando eles morrem.
Mas, sinceramente, manifestações exageradas de carinho aos bichanos me assustam! Lá no cemitério animal vi túmulos chiquérrimos, com granito e tudo. Muitos enfeitados com flores artificiais, o que significava que, mesmo sendo 10h de um feriado, muita gente já tinha passado por lá. Tinha até um ossinho dentro de um pote de maionese (!) deixado delicadamente sobre os restos mortais de um au-au.
Lá pelas tantas, encontro uma senhorinha com a neta, empenhadíssimas em deixar o lugar onde jaz Mimo, gatinho que morou com a família por 17 anos, nos trinques para o feriado. Conversa vai, conversa vem, surge a pergunta:
"Depois que Mimo morreu, vocês se interessaram em cuidar de outro bicho?".
Na hora percebi uma risadinha da neta. Imaginei que a resposta não seria muito normal.
"Sim, sim. Temos 15 gatos em casa".
Tá, tudo bem, gato pode até ser fofinho, mas criar 15 em casa?????????
O comentário saiu da minha boca instantaneamente:
"Ah, então vocês devem morar numa casa bem grande, né. Para acomodar a bicharada toda!".
Nesses momentos, não consigo entender a razão de não ter ficado com a boca fechada:
"Não, que nada. Moramos num apartamento mesmo. São poucos quartos, não é grande, mas cabe todo mundo junto!"
Ui!
Na foto, eu com cara de desolada segurando o equipamento do Iano Andrade, enquanto ele fingia que tirava foto do túmulo de algum bichinho.
terça-feira, novembro 6
Eu perguntava pelo holandês
Quem não cantava uma música errado?
Mas essas são de bater recordes...
Em negrito, as letras originais
Abaixo, vem a versão cantada, na mais pura ingenuidade (ou ataque de bobeira)
Por onde for, quero ser seu par (Andança)
"Por onde for, quero ser seu paaaii."
Eu perguntava Do you wanna dance? Eu te abraçava. Do you wanna dance?
"Eu perguntava pelo holandês. Eu te abraçava, tu e o holandês."
E é você que ama o passado e que não vê. (Elis Regina)
"É você que é mal-passado e que não vê".
Entrei de gaiato no navio, oh, entrei, entrei pelo cano. (Paralamas do Sucesso)
"Entrei de caiaque no navio ô, entrei entrei entrei pelo cano."
É como não provar o néctar de um lindo amor/ depois que o coração detecta a mais fina flor. (Skank)
..."É como não provar o néctar de um lindo amor/ depois que o coração defeca a mais fina flor"
É preciso saber viver. (Roberto Carlos/ Titãs)
"É preciso saber me ver."
Eu sinto a falta de você, me sinto só (Vanessa Rangel)
"Eu sinto a falta de você, me sinto um sol."
Mas essas são de bater recordes...
Em negrito, as letras originais
Abaixo, vem a versão cantada, na mais pura ingenuidade (ou ataque de bobeira)
Por onde for, quero ser seu par (Andança)
"Por onde for, quero ser seu paaaii."
Eu perguntava Do you wanna dance? Eu te abraçava. Do you wanna dance?
"Eu perguntava pelo holandês. Eu te abraçava, tu e o holandês."
E é você que ama o passado e que não vê. (Elis Regina)
"É você que é mal-passado e que não vê".
Entrei de gaiato no navio, oh, entrei, entrei pelo cano. (Paralamas do Sucesso)
"Entrei de caiaque no navio ô, entrei entrei entrei pelo cano."
É como não provar o néctar de um lindo amor/ depois que o coração detecta a mais fina flor. (Skank)
..."É como não provar o néctar de um lindo amor/ depois que o coração defeca a mais fina flor"
É preciso saber viver. (Roberto Carlos/ Titãs)
"É preciso saber me ver."
Eu sinto a falta de você, me sinto só (Vanessa Rangel)
"Eu sinto a falta de você, me sinto um sol."
sexta-feira, novembro 2
Post nº 100 - Alegria!
Samba da benção
(Vinícius de Moraes)
É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
Senão não se faz um samba, não
Senão é como amar uma mulher só linda; e daí?
Uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza
Qualquer coisa de triste, qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza de se saber mulher
Feita apenas para amar, para sofrer pelo seu amor
E para ser só perdão
Fazer samba não é contar piada
Quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não...
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração
(Vinícius de Moraes)
É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
Senão não se faz um samba, não
Senão é como amar uma mulher só linda; e daí?
Uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza
Qualquer coisa de triste, qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza de se saber mulher
Feita apenas para amar, para sofrer pelo seu amor
E para ser só perdão
Fazer samba não é contar piada
Quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não...
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração
quinta-feira, novembro 1
A geladeira por uma vida
Estávamos numa dessas invasões da Asa Norte, no meio dos barracos. Começou a cair aquele toró."Entramos" para nos abrigar debaixo da lona da casa de uma das personagens que entrevistávamos. Era uma pauta de Economia. Agora eu não lembro direito qual era o assunto.
Sei que estava lá, a mulher reclamava. O repórter anotava. E as fotos estavam saindo boas, com aquela chuva toda caindo atrás dela.
Então, chega o marido dela, desce da carroça e nos vê.
O cara se levanta, muito grande, e nos olha de cara feia.
"Entra" na sua "casa" e começa a gritar com a mulher.
Grita com a gente: que cês pensam que tão fazendo aqui?
E tira o facão de sei lá onde.
Começa a riscar o chão.
O repórter que veio comigo fica branco.
Eu penso: vish, será que vamos ter que brigar?
O cara fica mais nervoso. Tentamos explicar que somos do jornal.
Piora a coisa.
A chuva engrossa. Não tem nem como sair.
Quando a situação chega no pior momento, nas ameaças, sai um vizinho.
Ele chega perto já gritando: Não faz nada com este cara. Ele é meu amigo! Esse cara é gente boa. E bate no meu ombro. Eu olho, não reconheço o rapaz alto, fortão, deveria ter uns 18 anos. Mas ele continua: Esse cara aqui tinha uma padaria na Asa Norte. Me dava pizza direto. Quando eles foram embora, deram a geladeira para a gente.
Me assustei, mas reconheci, então, o garotinho que vivia ali na padaria. Era um menininho de rua. Cresceu muito! Gostava dele, sempre dava refri para ele. Minha mãe ficava brava, mas eu dava. Tá vendo? Olha como é a vida...
[Essa quem contou foi Gustavo Moreno, fotógrafo do Correio.]
Sei que estava lá, a mulher reclamava. O repórter anotava. E as fotos estavam saindo boas, com aquela chuva toda caindo atrás dela.
Então, chega o marido dela, desce da carroça e nos vê.
O cara se levanta, muito grande, e nos olha de cara feia.
"Entra" na sua "casa" e começa a gritar com a mulher.
Grita com a gente: que cês pensam que tão fazendo aqui?
E tira o facão de sei lá onde.
Começa a riscar o chão.
O repórter que veio comigo fica branco.
Eu penso: vish, será que vamos ter que brigar?
O cara fica mais nervoso. Tentamos explicar que somos do jornal.
Piora a coisa.
A chuva engrossa. Não tem nem como sair.
Quando a situação chega no pior momento, nas ameaças, sai um vizinho.
Ele chega perto já gritando: Não faz nada com este cara. Ele é meu amigo! Esse cara é gente boa. E bate no meu ombro. Eu olho, não reconheço o rapaz alto, fortão, deveria ter uns 18 anos. Mas ele continua: Esse cara aqui tinha uma padaria na Asa Norte. Me dava pizza direto. Quando eles foram embora, deram a geladeira para a gente.
Me assustei, mas reconheci, então, o garotinho que vivia ali na padaria. Era um menininho de rua. Cresceu muito! Gostava dele, sempre dava refri para ele. Minha mãe ficava brava, mas eu dava. Tá vendo? Olha como é a vida...
[Essa quem contou foi Gustavo Moreno, fotógrafo do Correio.]
sexta-feira, outubro 26
Repórter tem alma de Indiana Jones!
A história é velha, mas como é uma das minhas preferidas, não posso deixar esquecida.
Convocada para uma pauta mais cedo (7:30 am na redação, minha gente), cheguei na redação e, pela primeira vez, dei com a cara na porta. Era tão de manhãzinha que a salona da redação estava fechada a chave. Fui à sala da fotografia, ver quem era o "sortudo" que iria fazer as fotos. Nada do Breno (eu já sabia que era ele, pelo único carro estacionado lá fora).
Liguei para o celular dele e o resgatei da cantina da Tia Tonta (tona é o apelido da mulher. Isto é outra história, conto depois, me cobrem).Saímos para fazer a singela -- para ser educada e não dizer sem graça -- manifestação de um grupo de 45 alunos de publicidade IESB nas faixas de trânsito da L2 Norte.
Isso mesmo. Só isso.O Breno olhou e de primeira me disse: Isso não rende não.
Ui. Odeio ouvir isto. Cheira a nota com foto, na melhor possibilidade.
Terminada a manifestação (eles se vestiram de branco ou de atropelados e ficavam transitando na faixa de pedestre às 7:45 da manhã!), voltamos para a redação.Mal pisei na sala e a Taís pergunta
Já voltou?
Aham.
Mas de Samambaia?
NÃO (com uma pitada de pânico). Que havia em Samambaia?
E aí descubro que era para fazer outra pauta. Mas, dessa vez, a falha foi na comunicação. O Outlook de Taís não me enviou o email dela a tempo. Mas essa pauta era tão bacana...
É que eu adoro coisas com crianças! Simplesmente, um grupo de estudantes de 5ª a 8ª série de uma escola pública ia ter uma aula com a Agência Aeroespacial Brasileira dentro do vagão do metrô! No metrô, um rapaz fantasiado de robô ia fazer uma performance. As crianças iam sair da escola às 8h. Olho para o relógio: 9h em ponto. Eu ligo para o celular da professora: Onde vocês estão? Acabamos de entrar no metrô.
Combinei, num súbito ato de loucura, que tentaria pegar o mesmo carro do metrô na estação da 115 Sul. Saí ventando da redação. Entrei na sala da fotografia e quase histérica consegui rapidamente tirar o Breno de uma ligação para me acompanhar. Lá vamos nós para o transporte:
Alberto, preciso do Ayrton Sena, o metrô já saiu de lá!!!
E, quase como num passe de mágica, pela primeira vez na minha vida, cheguei no local da pauta, com fotógrafo em MENOS DE QUINZE MINUTOS! Durante o percurso, Breno agorava: essa tua pauta já caiu, você sabe disto, né?
Ao chegarmos no metrô, ele me pergunta:
E você falou com a assessora de imprensa do metrô?
Eu não.
Bom, então vamos ter de pagar a passagem.
(Imagina se deu tempo para eu pensar nisto).
Ah, Breno, não tenho dinheiro. Paga para mim, vai...
Chegamos no interior da estação. Ligo de novo para a professora:
Onde vocês estão?
Na primeira estação da Asa Sul, já chegamos aí.
Qual foi nossa surpresa ao ver o metrô chegar!
CONSEGUIMOS!
Quer dizer, quase! Ao parar o metrô na estação, vimos que estávamos no extremo errado do trem. Aí sim, imaginem vocês que agora começa a tocar aquela musiquinha de McGyver ou Indiana Jones...
Breno e eu saímos CORRENDO DESESPERADAMENTE para pegar o metrô. Entramos e as portas se fecharam às nossas costas.
Depois, acompanhamos as crianças até a visita à Feira de Tecnologia e depois no experimento de foguetes em plena Esplanada dos Ministérios!
Chego na redação animadíssima, nem acreditava que nós conseguimos recuperar a pauta perdida. Escrevo os 50cm com todo carinho.
Mas no dia seguinte, nem sinal do robô e das crianças. Nem foto delas, nada. A matéria caiu por que saiu o aumento do IPTU.
Coisas da vida de jornalista.
Convocada para uma pauta mais cedo (7:30 am na redação, minha gente), cheguei na redação e, pela primeira vez, dei com a cara na porta. Era tão de manhãzinha que a salona da redação estava fechada a chave. Fui à sala da fotografia, ver quem era o "sortudo" que iria fazer as fotos. Nada do Breno (eu já sabia que era ele, pelo único carro estacionado lá fora).
Liguei para o celular dele e o resgatei da cantina da Tia Tonta (tona é o apelido da mulher. Isto é outra história, conto depois, me cobrem).Saímos para fazer a singela -- para ser educada e não dizer sem graça -- manifestação de um grupo de 45 alunos de publicidade IESB nas faixas de trânsito da L2 Norte.
Isso mesmo. Só isso.O Breno olhou e de primeira me disse: Isso não rende não.
Ui. Odeio ouvir isto. Cheira a nota com foto, na melhor possibilidade.
Terminada a manifestação (eles se vestiram de branco ou de atropelados e ficavam transitando na faixa de pedestre às 7:45 da manhã!), voltamos para a redação.Mal pisei na sala e a Taís pergunta
Já voltou?
Aham.
Mas de Samambaia?
NÃO (com uma pitada de pânico). Que havia em Samambaia?
E aí descubro que era para fazer outra pauta. Mas, dessa vez, a falha foi na comunicação. O Outlook de Taís não me enviou o email dela a tempo. Mas essa pauta era tão bacana...
É que eu adoro coisas com crianças! Simplesmente, um grupo de estudantes de 5ª a 8ª série de uma escola pública ia ter uma aula com a Agência Aeroespacial Brasileira dentro do vagão do metrô! No metrô, um rapaz fantasiado de robô ia fazer uma performance. As crianças iam sair da escola às 8h. Olho para o relógio: 9h em ponto. Eu ligo para o celular da professora: Onde vocês estão? Acabamos de entrar no metrô.
Combinei, num súbito ato de loucura, que tentaria pegar o mesmo carro do metrô na estação da 115 Sul. Saí ventando da redação. Entrei na sala da fotografia e quase histérica consegui rapidamente tirar o Breno de uma ligação para me acompanhar. Lá vamos nós para o transporte:
Alberto, preciso do Ayrton Sena, o metrô já saiu de lá!!!
E, quase como num passe de mágica, pela primeira vez na minha vida, cheguei no local da pauta, com fotógrafo em MENOS DE QUINZE MINUTOS! Durante o percurso, Breno agorava: essa tua pauta já caiu, você sabe disto, né?
Ao chegarmos no metrô, ele me pergunta:
E você falou com a assessora de imprensa do metrô?
Eu não.
Bom, então vamos ter de pagar a passagem.
(Imagina se deu tempo para eu pensar nisto).
Ah, Breno, não tenho dinheiro. Paga para mim, vai...
Chegamos no interior da estação. Ligo de novo para a professora:
Onde vocês estão?
Na primeira estação da Asa Sul, já chegamos aí.
Qual foi nossa surpresa ao ver o metrô chegar!
CONSEGUIMOS!
Quer dizer, quase! Ao parar o metrô na estação, vimos que estávamos no extremo errado do trem. Aí sim, imaginem vocês que agora começa a tocar aquela musiquinha de McGyver ou Indiana Jones...
Breno e eu saímos CORRENDO DESESPERADAMENTE para pegar o metrô. Entramos e as portas se fecharam às nossas costas.
Depois, acompanhamos as crianças até a visita à Feira de Tecnologia e depois no experimento de foguetes em plena Esplanada dos Ministérios!
Chego na redação animadíssima, nem acreditava que nós conseguimos recuperar a pauta perdida. Escrevo os 50cm com todo carinho.
Mas no dia seguinte, nem sinal do robô e das crianças. Nem foto delas, nada. A matéria caiu por que saiu o aumento do IPTU.
Coisas da vida de jornalista.
terça-feira, outubro 23
Clarice pergunta, eles respondem
Do livro Entrevistas, de Clarice Lispector
CLARICE
Quais de seus personagens é mais você mesmo?
JORGE AMADO
Todos os personagens tem um pouco do autor, não é assim, Clarice?
CLARICE
Você fala em encarnação e temas esotéricos. Você acredita em reencarnação?
NELSON RODRIGUES
Eu sou cristão, se é o que sou. A única coisa que me mantém em pé é a certeza da alma imortal. Eu me recuso a reduzir o ser humano na melancolia do cachorro atropelado. Que pulhas seríamos se morrêssemos com a morte.
CLARICE
Fernando, você tem medo antes e durante o ato criador?
FERNANDO SABINO
O que atrapalha a criação de um novo romance é a presunção de que somos capazes de criar. Diante da grandiosidade da tarefa, descubro que não sou coisa nenhuma.
CLARICE
Quais de seus personagens é mais você mesmo?
JORGE AMADO
Todos os personagens tem um pouco do autor, não é assim, Clarice?
CLARICE
Você fala em encarnação e temas esotéricos. Você acredita em reencarnação?
NELSON RODRIGUES
Eu sou cristão, se é o que sou. A única coisa que me mantém em pé é a certeza da alma imortal. Eu me recuso a reduzir o ser humano na melancolia do cachorro atropelado. Que pulhas seríamos se morrêssemos com a morte.
CLARICE
Fernando, você tem medo antes e durante o ato criador?
FERNANDO SABINO
O que atrapalha a criação de um novo romance é a presunção de que somos capazes de criar. Diante da grandiosidade da tarefa, descubro que não sou coisa nenhuma.
sábado, outubro 20
Gente de verdade, nomes esquisitos
- Janduir
- Félkia
- Rerisania
- Emiliane
- Eleuza
- Acliminio
- Riomar
- Aurilucia
- Sirleuza José
- Tomaza Rosa
- Hinara
- Eterna
- Wantuyr
- Arnon
- Wandila
- Clistenes
- Wilber
- Queti
- Aldene
- Ingea
- Wycler
- Odislene
- Javaré
- Tricinéia
- Sulina
- Abinoan
- Estael
- Jdonnatã
- Ierecê
- Kelvanny
- Orlandina
- Tertulina
- Jaconias
- Edilândia
- Valniza
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Todos daqui do Distrito Federal, acreditem, eu tenho como provar ;P
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