segunda-feira, maio 21
quinta-feira, maio 17
Exclusiva com Arruda (original sem cortes)
Ele chegou sorrateiramente, mas compenetrado. Foi assim que o governador do Distrito Federal apareceu, quase em cima da hora (eram mais de 17h15) no estádio Pacaembu para assistir ao encontro com o papa nas cadeiras reservadas às autoridades. "Não avisei que vinha, mas fui convidado pessoalmente pelo núncio, não podia deixar de comparecer," contou em entrevista exclusiva ao Correio no próprio estádio. O governador, muito emocionado, não mediu as palavras e falou abertamente sobre a sua fé, sobre a necessidade da educação espiritual na família, sobre a fé do povo brasiliense, além de temas como aborto e células-tronco. Confira.
:: Quinta-feira, 10 de maio :: Parte II
Na sala de imprensa do Anhembi, um mimo: máquinas de café expresso da Nestlè. Ubi jornalistas, ibi café!
Internet Wi-Fi, sandubas, mesas redondas, cubículos para escrever com o laptop, computadores com internet banda larga, televisão, e eita, essa é a Ilze Scamparini (!).
Depois da confusão dos passes, fomos de carro do Estado de Minas para o Pacaembu. Fiquei na dúvida se levava ou não o laptop. Algo me dizia, leva, just in case. E lá fomos nós!
Chegamos e não pudemos estacionar muito perto. Na hora de descer do carro, ainda perguntei ao Rodrigo: Você acha que eu levo o computador? (estava numa mochila) Ele hesitou. Não sei, de repente é mais seguro ficar no carro.
Pensei, se ficar aqui, na saída terei de me encontrar com o motorista para depois ir caçar o ônibus do meu grupo, no meio da multidão... Não ia dar certo. Novamente a voz me dizia: leva, você trouxe até aqui, tá disfarçado na mochila.
Resolvi encarar o peso e o risco.
Lá fomos. Falamos com vários jovens ao redor do Pacaembu. Estrangeiros, brasileiros da Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, Distrito Federal. Perguntas para o povo fala, sobre aborto, células tronco e o ficar. Sobre o aborto, todos unânimes: "sou a favor da vida". E cada um fundamentava sua resposta de uma forma, nem sempre religiosa.
Foi marcante ver jovens de todos os lugares do país responder em uníssono contra o aborto. E falamos com mais de dez pessoas!
Arruda
Mas ainda mais marcante foi a sorte que tive de entrevistar exclusivavemente o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Foi assim: saí do "curral" (lugar onde ficam 'ilhados' os jornalistas) para pegar emprestado um cabo USB para descarregar as fotos da minha máquina no computador, para enviar ao jornal e... dei de cara com o Arruda. Ele estava descendo o lance de escadas e venci minha antipatia pessoal, encarei o homem e falei: muito prazer, governador, sou Fernanda Velloso, repórter do Correio Braziliense.
Ele me olhou completamente surpreso (parecia meio amortecido pela ocasião) e disse: Como vocês me descobriram aqui? Não contei a ninguém que vinha !
Eu, naquela hora pensei, é a minha chance, não saio do pé deste homem. Fui com a comitiva até a região do estádio que estava reservada à autoridades (que ficava logo abaixo ao local reservado aos jornalistas). Sentei-me ao lado dele e conversamos por uns 25- 30min, eu acho. Sinceramente, eu não acredito até agora na naturalidade que encarei essa entrevista, tirando o fato que eu pensava o tempo todo, meu Deus, e o que eu vou perguntar para este senhor? Ele estava muito à vontade, contou coisas muito pessoais. Depois eu vi que no Correio publicaram apenas algumas linhas do que eu havia enviado. Mas a minha foto também entrou!

(Vou postar toda a entrevista, o Correio publicou apenas uma parcela).
Wi-Fi
Ao chegar no espaço reservado à imprensa, vi que todo o mundo (reuters, nyt, el país,...) além de presente por meio de seus correspondentes, estava com seu computador no colo. Liguei o meu e... surpresa: Wi-Fi conected! Gritei ao Rodrigo: Eita, temos internet aqui! Demais, vamos mandar as matérias direto daqui mesmo. Foi o que nos salvou pois o evento terminou mais de 21h !!! (horário de fechamento do jornal). E olha que eu quase deixei o computador no carro, hein? Outra vez, agradeci a providência divina !
Internet Wi-Fi, sandubas, mesas redondas, cubículos para escrever com o laptop, computadores com internet banda larga, televisão, e eita, essa é a Ilze Scamparini (!).
Depois da confusão dos passes, fomos de carro do Estado de Minas para o Pacaembu. Fiquei na dúvida se levava ou não o laptop. Algo me dizia, leva, just in case. E lá fomos nós!
Chegamos e não pudemos estacionar muito perto. Na hora de descer do carro, ainda perguntei ao Rodrigo: Você acha que eu levo o computador? (estava numa mochila) Ele hesitou. Não sei, de repente é mais seguro ficar no carro.
Pensei, se ficar aqui, na saída terei de me encontrar com o motorista para depois ir caçar o ônibus do meu grupo, no meio da multidão... Não ia dar certo. Novamente a voz me dizia: leva, você trouxe até aqui, tá disfarçado na mochila.
Resolvi encarar o peso e o risco.
Lá fomos. Falamos com vários jovens ao redor do Pacaembu. Estrangeiros, brasileiros da Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, Distrito Federal. Perguntas para o povo fala, sobre aborto, células tronco e o ficar. Sobre o aborto, todos unânimes: "sou a favor da vida". E cada um fundamentava sua resposta de uma forma, nem sempre religiosa.
Foi marcante ver jovens de todos os lugares do país responder em uníssono contra o aborto. E falamos com mais de dez pessoas!Arruda
Mas ainda mais marcante foi a sorte que tive de entrevistar exclusivavemente o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Foi assim: saí do "curral" (lugar onde ficam 'ilhados' os jornalistas) para pegar emprestado um cabo USB para descarregar as fotos da minha máquina no computador, para enviar ao jornal e... dei de cara com o Arruda. Ele estava descendo o lance de escadas e venci minha antipatia pessoal, encarei o homem e falei: muito prazer, governador, sou Fernanda Velloso, repórter do Correio Braziliense.
Ele me olhou completamente surpreso (parecia meio amortecido pela ocasião) e disse: Como vocês me descobriram aqui? Não contei a ninguém que vinha !
Eu, naquela hora pensei, é a minha chance, não saio do pé deste homem. Fui com a comitiva até a região do estádio que estava reservada à autoridades (que ficava logo abaixo ao local reservado aos jornalistas). Sentei-me ao lado dele e conversamos por uns 25- 30min, eu acho. Sinceramente, eu não acredito até agora na naturalidade que encarei essa entrevista, tirando o fato que eu pensava o tempo todo, meu Deus, e o que eu vou perguntar para este senhor? Ele estava muito à vontade, contou coisas muito pessoais. Depois eu vi que no Correio publicaram apenas algumas linhas do que eu havia enviado. Mas a minha foto também entrou!

"Países que legalizaram o aborto depois tiveram um problema grave: foram feitos abortos menos nos casos de risco de vida da mãe ou estupro que nos casos de 'gravidez indesejada'. Ou seja, abriram precedente."
(Vou postar toda a entrevista, o Correio publicou apenas uma parcela).
Wi-Fi
Ao chegar no espaço reservado à imprensa, vi que todo o mundo (reuters, nyt, el país,...) além de presente por meio de seus correspondentes, estava com seu computador no colo. Liguei o meu e... surpresa: Wi-Fi conected! Gritei ao Rodrigo: Eita, temos internet aqui! Demais, vamos mandar as matérias direto daqui mesmo. Foi o que nos salvou pois o evento terminou mais de 21h !!! (horário de fechamento do jornal). E olha que eu quase deixei o computador no carro, hein? Outra vez, agradeci a providência divina !
quarta-feira, maio 16
terça-feira, maio 15
Dias extraordinários:: Quarta e Quinta-feira, 9 e 10 de maio::
[ Vou contar, por capítulos, minha viagem de cobertura pela Visita do Papa ao Brasil ]
Nosso ônibus quase me deixou para trás. Terminei de arrumar a mala às 19h45. De repente, noto o silêncio em casa. Cadê todo mundo?, me apavorei. Mesmo!
Depois de resolvido, tentava pensar o que teria deixado para trás... Computador, máquina digital, celular, carregadores, pilhas recarregáveis, máquina analógica, filmes, dinheiro, pijama, travesseiro, identidade, ufa! Acho que embalei tudo.
Saímos. Cansada, capotei no ônibus, mal vi o filme que passava (O homem que se tornou Papa - JP II).
Assim que chegamos, encontrei Silvinha na Missa que assistimos. Eu não sabia que a veria ali. Silvinha é minha amiga de SP, jornalista. Algumas horas antes teria me avisado que além da credencial, seria necessário também um passe para entrar em cada evento. Aproveitei que ela estava ali, fui de carona até o Anhembi pegar minha credencial e me encontrar com o resto da equipe.
Lá conheci uma jornalista americana da CBS. Ela mora em Washington. Primeira vez no Brasil. Me contou que havia jantado na noite anterior na casa de uma brasileira que conhecera fazendo reportagem aqui. Estava admirada: com a nossa bagunça e com nossa hospitalidade.
Chegou a hora de pegar o passe. Vejo que meu colega de faculdade, agora trabalhando na Folha, fala ao celular chateado que não conseguiu. Pensei, não é possível. E nós? Vamos ficar de fora?
No final da fila de jornalistas e fotógrafos e cinegrafistas, um rapaz distribuía os passes. De cima de um palquinho, afirmava que a medida era para evitar aglomeração desnecessária de jornalistas. Vai entender.
A jornalista norte-americana, da TV, só conseguiu 01 passe. Ela me olhou desconsolada: como vou levar toda minha equipe num só passe? Minha mão segurava 04 passes, dois para o Correio Braziliense, dois para o Estado de Minas. Pensei: será que vamos todos? Disse a ela que perguntaria se usaríamos todos os cartões e daria o excedente para ela.
Rodrigo disse que sim, iríamos todos. Quando voltei para a sala de entrega do passe, vi um bolo de jornalistas ao pé do palquinho, implorando, aos gritos por mais passes. Me fez lembrar minha infância, quando a gente ia nas casas pegar saquinhos de S. Cosme e S. Damião, aquele bolo de crianças com a mão estendida tentando chamar a atenção para ganhar o doce.
Na mesma hora corri e gritei ao moço que distribuía os passes que sobraram: A americana! Ela não fala português, veio com a TV CBS e só conseguiu um passe! Rapidamente o cara perguntou, cadê? E eu gritei: Kim, raise your hand!! E ele deu os últimos dois passes para ela. Thank you, Fernanda.
E pensei: Quê isso! Me leva de volta aos EUA e tá tudo pago ;D
Nosso ônibus quase me deixou para trás. Terminei de arrumar a mala às 19h45. De repente, noto o silêncio em casa. Cadê todo mundo?, me apavorei. Mesmo!
Depois de resolvido, tentava pensar o que teria deixado para trás... Computador, máquina digital, celular, carregadores, pilhas recarregáveis, máquina analógica, filmes, dinheiro, pijama, travesseiro, identidade, ufa! Acho que embalei tudo.
Saímos. Cansada, capotei no ônibus, mal vi o filme que passava (O homem que se tornou Papa - JP II).
Assim que chegamos, encontrei Silvinha na Missa que assistimos. Eu não sabia que a veria ali. Silvinha é minha amiga de SP, jornalista. Algumas horas antes teria me avisado que além da credencial, seria necessário também um passe para entrar em cada evento. Aproveitei que ela estava ali, fui de carona até o Anhembi pegar minha credencial e me encontrar com o resto da equipe.
Lá conheci uma jornalista americana da CBS. Ela mora em Washington. Primeira vez no Brasil. Me contou que havia jantado na noite anterior na casa de uma brasileira que conhecera fazendo reportagem aqui. Estava admirada: com a nossa bagunça e com nossa hospitalidade.
Chegou a hora de pegar o passe. Vejo que meu colega de faculdade, agora trabalhando na Folha, fala ao celular chateado que não conseguiu. Pensei, não é possível. E nós? Vamos ficar de fora?
No final da fila de jornalistas e fotógrafos e cinegrafistas, um rapaz distribuía os passes. De cima de um palquinho, afirmava que a medida era para evitar aglomeração desnecessária de jornalistas. Vai entender.
A jornalista norte-americana, da TV, só conseguiu 01 passe. Ela me olhou desconsolada: como vou levar toda minha equipe num só passe? Minha mão segurava 04 passes, dois para o Correio Braziliense, dois para o Estado de Minas. Pensei: será que vamos todos? Disse a ela que perguntaria se usaríamos todos os cartões e daria o excedente para ela.
Rodrigo disse que sim, iríamos todos. Quando voltei para a sala de entrega do passe, vi um bolo de jornalistas ao pé do palquinho, implorando, aos gritos por mais passes. Me fez lembrar minha infância, quando a gente ia nas casas pegar saquinhos de S. Cosme e S. Damião, aquele bolo de crianças com a mão estendida tentando chamar a atenção para ganhar o doce.
Na mesma hora corri e gritei ao moço que distribuía os passes que sobraram: A americana! Ela não fala português, veio com a TV CBS e só conseguiu um passe! Rapidamente o cara perguntou, cadê? E eu gritei: Kim, raise your hand!! E ele deu os últimos dois passes para ela. Thank you, Fernanda.
E pensei: Quê isso! Me leva de volta aos EUA e tá tudo pago ;D
sexta-feira, abril 27
Deu no NYT
quarta-feira, abril 25
O que ela não disse...
[Ela sai do trabalho, com a meia-luz do por-do-sol escapando pelas janelas do hall dos elevadores. Aperta o botão e se prepara para esperar, enquanto fala ao telefone.]
-- Olha, então vou esperar você me ligar. Vou buscar as crianças e te espero, pode ser?
-- Tudo bem, Gustavo, pode ser.
[A voz dela estava pesada. Ele sabia o porquê, mas não queria de novo entrar neste assunto chato. Por isso, ia buscar as crianças, nunca dava tempo, hoje ele ia no lugar dela. Às vezes ele fazia isto, se antecipava para deixá-la chegar em casa antes dele, para encontrá-la sentadinha, lendo. Ele gostava tanto da cena, mas sabia que se contasse a ela, perderia a graça.]
-- Olha, então vou esperar você me ligar. Vou buscar as crianças e te espero, pode ser?
-- Tudo bem, Gustavo, pode ser.
[A voz dela estava pesada. Ele sabia o porquê, mas não queria de novo entrar neste assunto chato. Por isso, ia buscar as crianças, nunca dava tempo, hoje ele ia no lugar dela. Às vezes ele fazia isto, se antecipava para deixá-la chegar em casa antes dele, para encontrá-la sentadinha, lendo. Ele gostava tanto da cena, mas sabia que se contasse a ela, perderia a graça.]
-- Eu acho que chego logo aí. Posso ir, não quer?
-- Não, hoje eu vou, aproveita e chega com a casa ainda em silêncio.
[Chega o elevador que vai à garagem. Mais quatro executivos engravatados o esperavam agora. E os quatro esperaram mais uns segundinhos, para que ela entrasse primeiro. Ela olhou rápido, concentrada no que falava o marido. Mas, mesmo no relance, ela reparou quem era um dos que entravam no elevador... Um arrepio na espinha.]
-- Gustavo, eu amo você.-- Não, hoje eu vou, aproveita e chega com a casa ainda em silêncio.
[Chega o elevador que vai à garagem. Mais quatro executivos engravatados o esperavam agora. E os quatro esperaram mais uns segundinhos, para que ela entrasse primeiro. Ela olhou rápido, concentrada no que falava o marido. Mas, mesmo no relance, ela reparou quem era um dos que entravam no elevador... Um arrepio na espinha.]
-- (...)
[Pela primeira vez não teve receio de dizer, tão fora do contexto, tão ressoante e com tanta certeza do que de todas as vezes, em mais de seis anos de relacionamento. Agora, pensou, queimei as naves. Espero que ele não me chame mais para almoçar.]
Quemar las naves
Já ouviu esta expressão? É uma locução popular espanhola.
O significado é mais ou menos este: ‘tomar una resolución extrema con la imposibilidad de volver atrás, aunque esto suponga una pérdida o un sacrificio grande’.
Claro que tem uma (ou mais!) historinha histórica por trás do dicho:
O conquistador insaciável Hernán Cortés (1485–1547), para evitar que suas tropas o desertassem em seu empreendimento no México em 1518, botou fogo nas onze embarcações que trouxe consigo da Espanha.
Também me contaram que, um pouquinho antes disso, em +ou- 335 AC, ao chegar na costa de Fenícia, Alexandre Magno desembarcou suas tropas e percebeu que iria enfrentar uma de suas maiores batalhas. Seus homens já estavam atemorizados. Então, a idéia que lhe passou pela cabeça foi esta: queimem os barcos. Enquanto se consumiam em chamas, disse aos companheiros: "Observem como queimam. Esta é a única razão pela qual devemos vencer: Vamos voltar a nossa terra com os barcos dos nossos inimigos". E, claro, a fama é que venceram.
O significado é mais ou menos este: ‘tomar una resolución extrema con la imposibilidad de volver atrás, aunque esto suponga una pérdida o un sacrificio grande’.
Claro que tem uma (ou mais!) historinha histórica por trás do dicho:
O conquistador insaciável Hernán Cortés (1485–1547), para evitar que suas tropas o desertassem em seu empreendimento no México em 1518, botou fogo nas onze embarcações que trouxe consigo da Espanha.
Também me contaram que, um pouquinho antes disso, em +ou- 335 AC, ao chegar na costa de Fenícia, Alexandre Magno desembarcou suas tropas e percebeu que iria enfrentar uma de suas maiores batalhas. Seus homens já estavam atemorizados. Então, a idéia que lhe passou pela cabeça foi esta: queimem os barcos. Enquanto se consumiam em chamas, disse aos companheiros: "Observem como queimam. Esta é a única razão pela qual devemos vencer: Vamos voltar a nossa terra com os barcos dos nossos inimigos". E, claro, a fama é que venceram.
sexta-feira, abril 20
60º Post - 1200 visitas
OBRIGADA !
... e para agradecer de verdade, minha receita famosa:
Os maravilhosos -- e ordinários (do dia-a-dia) -- cookies de chocolate de Fernanda
Ingredientes
2 1/2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de chá de sal
1 colher de sopa rasa de bicarbonato de sal
3/4 xícara de açúcar mascavo
3/4 xícara de açúcar de confeiteiro (não mudar este ingrediente)
1 ovo
1 colher sopa rasa de essência de baunilha
1 xícara de manteiga (quase 1 tablete de 200g sem sal)
2 xícaras de chocolate em cubos ou gotinhas de chocolate(no Makro, vc as encontra)
1 xícara de castanha de caju picada (opcional)
Preparo
AH! Antes de tudo ligue o forno, temperatura média (190°C)
1. Misture os ingredientes secos numa vasilha: farinha, bicarbonato, sal. Reserve.
2. AMOLEÇA (não deixar derreter) a manteiga no microondas (uns 15 seg na pot máx devem bastar).
3. Misture a manteiga com os ovos e os açúcares na batedeira (velocidade lenta, batendo apenas o suficiente para ligar).
4. Acrescente a essência de baunilha e vá acrescentando aos poucos a mistura seca do n° 1.
5. Depois jogue com alegria! os pedaços de chocolate (podem ser de barras de chocolate ao leite ou meio amargo, à sua escolha).
6. Use duas colheres para fazer as bolinhas de cookies e as coloque meio longe umas das outras em tabuleiro untado.
7. O forno precisa ser pré-aquecido. E os cookies ficam lá dentro apenas 8 minutos. No máximo 10 min. Não dá para desgrudar da frente do forno, eles assam rápido. Aqui está outro segredo, você tira os cookies do forno ainda com uma cara meio crua -- eles vão parecer meio branquinhos, mas tenha fé, é assim mesmo, eles terminam de cozinhar fora do forno. Se eles ficam tempo demais lá dentro ficam DUROS no dia seguinte...
8. Deixe os cookies esfriarem para guardá-los num potinho desses de metal, que são bem vedados... Ou coma-os todos quentinhos mesmo: huuummm é o melhor !!!
... e para agradecer de verdade, minha receita famosa:
Os maravilhosos -- e ordinários (do dia-a-dia) -- cookies de chocolate de Fernanda
Ingredientes
2 1/2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de chá de sal
1 colher de sopa rasa de bicarbonato de sal
3/4 xícara de açúcar mascavo
3/4 xícara de açúcar de confeiteiro (não mudar este ingrediente)
1 ovo
1 colher sopa rasa de essência de baunilha
1 xícara de manteiga (quase 1 tablete de 200g sem sal)
2 xícaras de chocolate em cubos ou gotinhas de chocolate(no Makro, vc as encontra)
1 xícara de castanha de caju picada (opcional)
Preparo
AH! Antes de tudo ligue o forno, temperatura média (190°C)
1. Misture os ingredientes secos numa vasilha: farinha, bicarbonato, sal. Reserve.
2. AMOLEÇA (não deixar derreter) a manteiga no microondas (uns 15 seg na pot máx devem bastar).
3. Misture a manteiga com os ovos e os açúcares na batedeira (velocidade lenta, batendo apenas o suficiente para ligar).
4. Acrescente a essência de baunilha e vá acrescentando aos poucos a mistura seca do n° 1.
5. Depois jogue com alegria! os pedaços de chocolate (podem ser de barras de chocolate ao leite ou meio amargo, à sua escolha).
6. Use duas colheres para fazer as bolinhas de cookies e as coloque meio longe umas das outras em tabuleiro untado.
7. O forno precisa ser pré-aquecido. E os cookies ficam lá dentro apenas 8 minutos. No máximo 10 min. Não dá para desgrudar da frente do forno, eles assam rápido. Aqui está outro segredo, você tira os cookies do forno ainda com uma cara meio crua -- eles vão parecer meio branquinhos, mas tenha fé, é assim mesmo, eles terminam de cozinhar fora do forno. Se eles ficam tempo demais lá dentro ficam DUROS no dia seguinte...
8. Deixe os cookies esfriarem para guardá-los num potinho desses de metal, que são bem vedados... Ou coma-os todos quentinhos mesmo: huuummm é o melhor !!!
quarta-feira, abril 18
Portugueses sabem contar!
Estavam os quatro CEOs passeando em Portugal pela primeira vez, deliciando a boa comida, este recanto confortável da Europa que não te faz passar por apuros em inglês nem na inconveniência de ser mal-tratado por não falar bem o francês.
Que maravilha é entender as placas! (ou não).
De qualquer forma, no bar, os quatro rapazes (nenhuma rapariga os acompanhara na viagem de negócios) ficaram contentes: chopp, eita palavra boa de entender!
Voltaram-se ao garçom, comandante, tio, brother, camarada, chefia, amigão, ôhl !
R1: Rapaz, me traz mais um?
R2: Dois!
R3: Três!
R4: Quatro!
Passam-se bons quinze minutos e eles nem desconfiaram quando o mesmo camarada chega ao lado com uma bandeja enorme, com 10 tulipas de chopp muito bem equilibradas.
-- Moço, para que tanto? Pedimos quatro.
-- Não, não, foi este rapaz (aponta para o R4) que pediu quatro. O senhor me pediu dois.
[Esta é verídica, viu? Sim, parece que virou piada eterna, depois.]
Que maravilha é entender as placas! (ou não).
De qualquer forma, no bar, os quatro rapazes (nenhuma rapariga os acompanhara na viagem de negócios) ficaram contentes: chopp, eita palavra boa de entender!
Voltaram-se ao garçom, comandante, tio, brother, camarada, chefia, amigão, ôhl !
R1: Rapaz, me traz mais um?
R2: Dois!
R3: Três!
R4: Quatro!
Passam-se bons quinze minutos e eles nem desconfiaram quando o mesmo camarada chega ao lado com uma bandeja enorme, com 10 tulipas de chopp muito bem equilibradas.
-- Moço, para que tanto? Pedimos quatro.
-- Não, não, foi este rapaz (aponta para o R4) que pediu quatro. O senhor me pediu dois.
[Esta é verídica, viu? Sim, parece que virou piada eterna, depois.]
segunda-feira, abril 16
Sapo virtual
Meninas urbanas quando inventam de passar uns dias em chácara da amiga tal, é aquela coisa: bate-papo até sei lá que horas, de pijamas e certamente uns gritinhos pela, digamos assim, interação mais próxima com a natureza.
Tem gente que trava com insetos, bichos com asas, então, imagina! Não adianta mentalizar que são inofensivos ou milimetricamente menores. Na hora mesmo, nada disso funciona.
Baratas, claro, vencem qualquer bicho. As que matam com os pés são verdadeiras heroínas.
De volta ao contexto da historinha de hoje, estavam as amigas-inseparáveis a conversar, com medo das pererecas e baratas daquela chácara não-habitada. Já haviam chinelado duas. E uma escapoliu. (Odeio quando a barata some ainda é uma das minhas comunidades favoritas do Orkut.)
Uma das moças ainda tremia. Sério. Não tente entender essas travas, elas simplesmente acontecem. Outra conversava olhando para o teto e as paredes.
Quando veio o barulho: Crhoach! Crhoach!
Silêncio da beira do pânico se instalou.
Vocês ouviram?
E não parava: Crhoach! Crhoach!
Abre essa mochila! Abre agora! Tem um sapo, tá aí dentroOooOO!
EU NÃO VOU ABRIR, ELE VAI SAIR PULANDO EM CIMA DE MIM!!!
CRHOACH!-CRHOACH! CRHOACH!-CRHOACH!
ANDA, ABRE!!
Abre, vai, acaba logo com isso (a voz antecipava o desespero, agora).
Calma, gente, deixa que eu abro de longe (sempre tem a corajosa, UFA!).
Ziiiiiiiip!
E o CRHOACH!-CRHOACH! tinha acabado.
Ela cai na gargalhada.
O QUE FOI?
Gente, foi apenas uma chamada não atendida.
Tem gente que trava com insetos, bichos com asas, então, imagina! Não adianta mentalizar que são inofensivos ou milimetricamente menores. Na hora mesmo, nada disso funciona.
Baratas, claro, vencem qualquer bicho. As que matam com os pés são verdadeiras heroínas.
De volta ao contexto da historinha de hoje, estavam as amigas-inseparáveis a conversar, com medo das pererecas e baratas daquela chácara não-habitada. Já haviam chinelado duas. E uma escapoliu. (Odeio quando a barata some ainda é uma das minhas comunidades favoritas do Orkut.)
Uma das moças ainda tremia. Sério. Não tente entender essas travas, elas simplesmente acontecem. Outra conversava olhando para o teto e as paredes.
Quando veio o barulho: Crhoach! Crhoach!
Silêncio da beira do pânico se instalou.
Vocês ouviram?
E não parava: Crhoach! Crhoach!
Abre essa mochila! Abre agora! Tem um sapo, tá aí dentroOooOO!
EU NÃO VOU ABRIR, ELE VAI SAIR PULANDO EM CIMA DE MIM!!!
CRHOACH!-CRHOACH! CRHOACH!-CRHOACH!
ANDA, ABRE!!
Abre, vai, acaba logo com isso (a voz antecipava o desespero, agora).
Calma, gente, deixa que eu abro de longe (sempre tem a corajosa, UFA!).
Ziiiiiiiip!
E o CRHOACH!-CRHOACH! tinha acabado.
Ela cai na gargalhada.
O QUE FOI?
Gente, foi apenas uma chamada não atendida.
sexta-feira, abril 13
quinta-feira, abril 12
Trava-línguas in English
Não sou tão tupiniquim assim para defender o uso de leiaute no lugar da palavra layout. Nem consigo usar correio eletrônico (é tão grande e ainda tem acento); vou de email (assim tudo junto como se escreve em inglês) mesmo. E olha Acho charmoso na Espanha chamarem o mouse de ratón. Mas confesso que esses estrangeirismos, às vezes, me incomodam.
Ainda assim, as palavras estão no ar, na rede, na boca do povo (até demais).
Veja só no que deu:
Situação 1 (ao telefone)
-- Sim senhor, como posso ajudá-lo.
-- É que a minha máquina não tá querendo fazer o dolôde.
-- Como assim dolôde, senhor?, pergunta a voz treinada, com ar de dúvida educada.
-- A senhora não sabe o que é dolôde?!, responde incrédulo o velhinho do outro lado.
(silêncio breve, desconfortável)
-- O senhor poderia me explicar o que quer fazer?
-- É que eu tenho que abrir um negócio aqui e quando clico no dolôde, a máquina num faz.
-- Ah! Download!
-- Isso, isso, dolôde! Viu como você sabia o que era?
Situação 2 (no atendimento bancário)
-- Moça, eu queria fazê esse tipo de depósito aqui..
(passa um papelzinho amassado, com letra de forma meio tremida que diz: UEISTEREMUNIOM)
-- Ah, tudo bem, a senhora quer fazer uma transação via Western Union?
-- Isso que diz ai? É isso mesmo.
-- Olha, vou escrever aqui a forma correta para a senhora não ter problemas no futuro, pode ser?
-- Tudo bem, moça.
Outro cliente chega decidido, pede com tom alto:
-- É.. eu quero fazer um Wesley Junior.
-- Ãhn?
-- Aquele nome... um depósito aí, Wesley Junior (fala mais rápido, agora suspeitando do erro).
-- Não seria Western Union?
-- ISSO!, fala olhando para os lados.
Ainda assim, as palavras estão no ar, na rede, na boca do povo (até demais).
Veja só no que deu:
Situação 1 (ao telefone)
-- Sim senhor, como posso ajudá-lo.
-- É que a minha máquina não tá querendo fazer o dolôde.
-- Como assim dolôde, senhor?, pergunta a voz treinada, com ar de dúvida educada.
-- A senhora não sabe o que é dolôde?!, responde incrédulo o velhinho do outro lado.
(silêncio breve, desconfortável)
-- O senhor poderia me explicar o que quer fazer?
-- É que eu tenho que abrir um negócio aqui e quando clico no dolôde, a máquina num faz.
-- Ah! Download!
-- Isso, isso, dolôde! Viu como você sabia o que era?
Situação 2 (no atendimento bancário)
-- Moça, eu queria fazê esse tipo de depósito aqui..
(passa um papelzinho amassado, com letra de forma meio tremida que diz: UEISTEREMUNIOM)
-- Ah, tudo bem, a senhora quer fazer uma transação via Western Union?
-- Isso que diz ai? É isso mesmo.
-- Olha, vou escrever aqui a forma correta para a senhora não ter problemas no futuro, pode ser?
-- Tudo bem, moça.
Outro cliente chega decidido, pede com tom alto:
-- É.. eu quero fazer um Wesley Junior.
-- Ãhn?
-- Aquele nome... um depósito aí, Wesley Junior (fala mais rápido, agora suspeitando do erro).
-- Não seria Western Union?
-- ISSO!, fala olhando para os lados.
Lendas Universitárias
As mais conhecidas são, certamente, as dos "professores-carrasco".
Ouvi esta recentemente do meu irmão.
"Peguei Toninho Malvadeza em Mec3 (leia-se McTrês, como no McDonald's, e entenda-se Mecânica 3, disciplina obrigatória para Engenharia Mecânica).
Já era.
Conta a lenda que Toninho Malvadeza, distraído como sempre, se perdeu na correção das provas que acabou corrigindo o seu próprio gabarito.
O pior é que ele deu nota 7.
Pense".
Ouvi esta recentemente do meu irmão.
"Peguei Toninho Malvadeza em Mec3 (leia-se McTrês, como no McDonald's, e entenda-se Mecânica 3, disciplina obrigatória para Engenharia Mecânica).
Já era.
Conta a lenda que Toninho Malvadeza, distraído como sempre, se perdeu na correção das provas que acabou corrigindo o seu próprio gabarito.
O pior é que ele deu nota 7.
Pense".
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